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Conheça a cidade que está registrando alta de 200% na demanda por baterias residenciais

Crescimento na busca pela solução ocorre em meio a guerra no Oriente Médio e ao fim do incentivo local

Conheça a cidade que está registrando alta de 200% na demanda por baterias residenciais

Foto: Ilustração

A demanda por baterias residenciais registrou um crescimento expressivo nas últimas semanas em uma importante cidade australiana, em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Em Sydney, na Austrália, a procura por esse tipo de solução disparou 200% no período, segundo análise publicada pela VoltX Energy.

O aumento nas consultas por este tipo de solução tem sido mais expressivo em regiões suburbanas, especialmente na região noroeste de cidade, onde o consumo de energia é mais elevado e há maior disponibilidade de espaço para instalação.

A consulta mostra que essas áreas apresentam características que favorecem a adoção de sistemas de maior porte, como maior espaço disponível para instalação e um perfil de consumo mais elevado.

David Sedighi, diretor de operações da empresa, explica que esse comportamento é mais evidente em áreas com perfil familiar.

“Os bairros residenciais, geralmente voltados para famílias, tendem a apresentar um consumo de energia mais alto devido ao tamanho das casas e ao número de moradores. Nesse contexto, faz sentido buscar maior autossuficiência ao armazenar e utilizar a própria energia”, afirmou.

De acordo com a empresa, a conta média anual de eletricidade para uma família de quatro pessoas na região já alcança cerca de US$ 2.350,00, o que equivale a R$ 12.289,00, na cotação atual.

Fim de incentivo

Na Austrália, outro fator determinante para o avanço da demanda por baterias residenciais é a mudança nas regras de incentivo à solução.

Atualmente, os consumidores ainda conseguem acessar condições mais vantajosas de reembolso para sistemas de maior capacidade, o que tem estimulado a antecipação de investimentos.

No entanto, esse cenário está prestes a mudar. A partir de 1º de maio deste ano, os subsídios serão reduzidos, alterando a viabilidade econômica dos projetos.

Segundo Sedighi, as famílias que esperarem para instalar o sistema até depois desta data deverão pagar quase US$ 10.000 (R$ 51.800,00 aproximadamente) a mais por um sistema de 50 kWh do que pagam agora.

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Caique Amorim
Sobre o autor
Caique Amorim

Estudante de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tenho experiência na produção de matérias jornalísticas.

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