A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (16) novos reajustes tarifários para consumidores atendidos pelas distribuidoras RGE Sul e Energisa Minas Rio. Os índices médios aprovados foram de 16,06% e 11,27%, respectivamente.
Com as decisões desta semana, sobe para 18 o número de distribuidoras que tiveram reajustes tarifários aprovados pela ANEEL em 2026, afetando mais de 50 milhões de unidades consumidoras em diferentes regiões do país. Em paralelo a isso, a Agência também analisa outros processos tarifários.
Na próxima quinta-feira (18), em Florianópolis (SC), será realizada uma audiência pública para apresentar a proposta de revisão tarifária da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina). A proposta prevê uma elevação média de 11,77% nas tarifas da concessionária a partir de agosto.
RGE Sul
Com sede em São Leopoldo (RS), a RGE Sul terá um reajuste médio de 16,06% nas tarifas de energia. A distribuidora atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul, e os novos índices entram em vigor em 19 de junho.
Para os consumidores residenciais do grupo B1, o reajuste será de 14,97%. Já os consumidores de baixa tensão terão aumento médio de 14,93%, enquanto os de alta tensão enfrentarão reajuste médio de 19,02%.
Segundo a ANEEL, os principais fatores que pressionaram o reajuste foram os componentes financeiros dos ciclos tarifários atual e anterior, além dos custos com encargos setoriais, transporte e compra de energia elétrica.
A Agência também destacou que o resultado foi influenciado por medidas adotadas após as enchentes que atingiram o estado em 2024. Na ocasião, as tarifas foram mantidas sem reajuste entre junho e agosto daquele ano e, posteriormente, foi aprovada uma variação média nula até junho de 2025.
Energisa Minas Rio
Com atuação em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a Energisa Minas Rio atende cerca de 621 mil unidades consumidoras. O efeito médio do reajuste aprovado pela ANEEL será de 11,27%, com vigência a partir de 22 de junho.
Para os consumidores residenciais (B1), o reajuste será de 12,93%. Na baixa tensão, o aumento médio será de 12,80%, enquanto os consumidores de alta tensão terão reajuste médio de 5,23%.
De acordo com a ANEEL, os índices foram impactados principalmente pelos custos de distribuição, transporte e aquisição de energia, além dos encargos setoriais e dos componentes financeiros de processos tarifários anteriores.
A revisão tarifária foi discutida na Consulta Pública nº 4/2026, que recebeu contribuições entre 1º de abril e 15 de maio. Também foi realizada uma audiência pública em Cataguases (MG), no dia 30 de abril, para apresentação dos cálculos e debate sobre os impactos da revisão.
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