Em continuidade à reportagem do Canal Solar, publicado nesta quinta-feira (30), que mostrou que mais de 40% das indústrias brasileiras já migraram para o Mercado Livre de Energia nos últimos dois anos, uma outra análise da CNI (Confederação Nacional da Indústria), detalha como o custo da eletricidade tem impactado a competitividade do setor e quais estratégias as empresas vêm adotando para reduzir despesas.
A pesquisa mostra que para 83% das indústrias o custo da energia é um fator essencial para a competitividade do setor, enquanto 67% afirmaram que o aumento das tarifas impactam diretamente os custos de produção de suas empresas.
O reajuste da conta de luz foi considerado alto (acima de 30%) por 3% das empresas. Para 20%, o impacto foi médio (acima de 10%), enquanto 39% classificaram o aumento como baixo (até 10%).
Além disso, 64% das indústrias afirmaram que passaram a adotar alguma medida para economizar energia ou reduzir os custos com eletricidade. A principal estratégia foi a migração para o Mercado Livre de Energia, citada por 30% das empresas.
Os investimentos em autogeração e em ações de eficiência energética foram apontados por 13% das indústrias, enquanto 28% afirmaram não ter adotado nenhuma medida para otimizar o consumo de energia em seus processos produtivos.
Entre os segmentos pesquisados, o de produtos de borracha registrou o maior percentual de empresas que investiram em autogeração (25%) e também apresentou elevada adesão ao mercado livre, com 38% das empresas.
Já o setor calçadista liderou a migração para o mercado livre, com 47% das empresas, enquanto o de equipamentos de informática e produtos eletrônicos foi o que mais investiu em eficiência energética (25%).
A pesquisa “Sondagem Especial Indústria e Energia” foi realizada em abril pela CNI com 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.
Confira o estudo completo da CNI, clicando aqui.
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