Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que 41% das indústrias brasileiras migraram para o Mercado Livre de Energia desde janeiro de 2024, quando entrou em vigor a norma do MME (Ministério de Minas e Energia) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente livre de contratação.
De acordo com o estudo, cerca de 73% dos empresários que deixaram o mercado cativo perceberam redução nos custos com energia elétrica. Além disso, 30% das empresas apontam a migração como a principal estratégia para reduzir a conta de luz.
Os dados do estudo apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.
Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre.
Entre as empresas atendidas em alta tensão, 63% já compram energia nesse ambiente. Nas pequenas indústrias, 22% já migraram para o mercado livre, enquanto 45% seguem no mercado cativo.
A pesquisa revela ainda que 79% das indústrias utilizam energia elétrica como principal fonte energética em seus processos produtivos e que o custo da energia continua entre os principais desafios do setor.
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.
Confira o estudo completo da CNI, clicando aqui.
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