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COP26 termina e texto final prevê redução do uso de combustíveis fósseis

Líderes acreditam que acordo ainda é insuficiente e pedem aceleração de medidas contro o aquecimento global

Autor: 16 de novembro de 2021Mundo
COP26 termina e texto final prevê redução do uso de combustíveis fósseis

Documento final da Conferência da ONU acabou sendo suavizado após pressões da Índia e China.

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP26, terminou no sábado (13), com um dia de atraso, após concluir o texto final que foi aprovado pelos quase 200 países-membros. 

O documento acabou sendo suavizado em relação aos rascunhos anteriores, que previam acelerar a eliminação do carvão e dos subsídios aos combustíveis fósseis. Na versão final, o termo “eliminação do carvão” foi substituído por “redução”, após pedido de última hora feito pela Índia e pressão da China.

Os países-membros mais ricos também voltaram a se comprometer com os US$ 100 bilhões por ano até 2025 para o financiamento de medidas para evitar o aumento da temperatura. 

Durante discurso no evento, Joaquim Leite, o Ministro do Meio Ambiente, enfatizou, no entanto, que este valor não é mais o bastante “para que o mundo construa uma nova economia verde com transição responsável”.

Apesar de declarar que o texto final da COP26 reflete os “interesses, contradições e o estado de vontade política do mundo hoje”, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou que o mundo deve acelerar as ações climáticas para limitar o aquecimento global em 1,5ºC.  “É um passo importante, mas não é o suficiente. É hora de ligar o modo emergência”, alertou em vídeo publicado em suas redes sociais.

Em coletiva, o premiê britânico Boris Johnson, no domingo (14), ressaltou que o texto final da COP26 é um “divisor de águas” que será a “sentença de morte para a energia a carvão”. Mas também evidenciou que o acordo trouxe um “tom de decepção”.

“Aqueles para quem as mudanças climáticas já são uma questão de vida ou morte, que só podem assistir enquanto suas ilhas se submergem, suas terras agrícolas se convertem em deserto, que têm suas casas destruídas por tempestades, essas pessoas exigiam um alto nível de ambição da conferência”, declarou.

Sem citar explicitamente Índia e China, que agiram para amenizar o acordo da COP26, Johnson fez críticas aos participantes da cúpula. “Enquanto muitos de nós estávamos dispostos a isso, o mesmo não valeu para todos. […] Infelizmente essa é a natureza da diplomacia. Podemos fazer lobby, persuadir, encorajar, mas não podemos forçar nações soberanas a fazerem o que não querem. No fim das contas é decisão delas, e devem bancá-las”.

Principais conquistas da COP26

  • Reuniu cerca de 50 mil participantes online e presencialmente;
  • Mais de 120 países se comprometeram a conter e reverter o desmatamento até 2030;
  • Governos e empresas se comprometeram a encerrar a venda de transportes com motores de combustão interna até 2035 nos principais mercados do mundo;
  • Mais de 100 países, entre eles Estados Unidos, concordaram em reduzir as emissões de metano até 2030;
  • Grandes usuários de carvão, como Polônia, Vietnã e Chile, concordaram em abandonar o uso do minério;
  • China e EUA anunciaram acordo de cooperação climática nos próximos 10 anos para tomarem medidas de redução emissões de metano e carbono, fazendo transição para adotar energia limpa;
  • Cerca de 500 empresas de serviços financeiros globais concordaram em levantar US$ 130 trilhões para alcançar as metas estabelecidas no Acordo de Paris.
Aline Guevara

Aline Guevara

Atuou como repórter para a VEJA Campinas, a editora Top.co e a revista Viva Saúde. Possui experiência como apresentadora, produção de vídeo, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o mercado fotovoltaico desde 2021. Jornalista graduada pela PUC-Campinas.

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