2 de agosto de 2021

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Desempenho de sistema de microgeração com otimizadores de potência

Conheça o desempenho da microgeração com otimizadores de potência por meio de um estudo de caso

Autor: 31 de maio de 2020outubro 28th, 2020Artigos técnicos
Desempenho de sistema de microgeração com otimizadores de potência

Este estudo foi originalmente apresentado nos artigos Study of Power Optimizers for Grid-Connected Photovoltaic Systems e Modular architecture with power optimizers for photovoltaic systems.

O estudo teve como objetivo avaliar o desempenho de sistemas fotovoltaicos com inversores, microinversores e otimizadores de potência em diferentes localidades do Brasil.

A metodologia consistiu na modelagem de um sistema fotovoltaico no software PV*Sol e na simulação desse sistema em diferentes cenários (com e sem sombra) em algumas cidades do Brasil, com níveis distintos de irradiação solar: Belém-PA (1846 kWh/m²), Curitiba-PR (1417 kWh/m²), Sete Lagoas-MG (1661 kWh/m²), Campinas-SP (1645 kWh/m²) e Paulo Afonso-BA (1854 kWh/m²).

A tabela abaixo mostra os tipos de componentes, quantidades e modelos empregados nas simulações.

Tabela 1: Componentes empregados nas simulações
Tabela 1: Componentes empregados nas simulações

As variáveis analisadas no estudo são: geração específica (Yf), fator de performance (Pr) e eficiência da otimização (Op), conforme as definições das equações (1) – (3) abaixo.

otimizadores solar edge canal solar 02

Os resultados obtidos com o estudo mostram que os otimizadores de potência proporcionam ganhos energéticos de aproximadamente 2% a 4% durante o intervalo de tempo simulado na ausência de sombras.

Por outro lado, na presença de sombras os ganhos com otimizadores podem variar de aproximadamente 4% a 10%.

Outro resultado interessante obtido no estudo é que o desempenho de sistemas com otimizadores e microinversores é muito semelhante, com leve vantagem para os otimizadores.

Tabela 2: Comparação de resultados obtidos com otimizadores e microinversores em duas cidades estudadas (Belém e Curitiba)

Tabela 2: Comparação de resultados obtidos com otimizadores e microinversores em duas cidades estudadas (Belém e Curitiba)

 Tabela 3: Comparação de resultados obtidos com otimizadores de potência nas cinco cidades analisadas no estudo. Os números revelam o ganho percentual de energia
 Tabela 3: Comparação de resultados obtidos com otimizadores de potência nas cinco cidades analisadas no estudo. Os números revelam o ganho percentual de energia
Figura 1: Geração energética em sistemas de microgeração com sombras em diferentes cidades analisadas no estudo considerando cenários diferentes: otimizador SolarEdge, otimizador Tigo e sem otimizador

Figura 1: Geração energética em sistemas de microgeração com sombras em diferentes cidades analisadas no estudo considerando cenários diferentes: otimizador SolarEdge, otimizador Tigo e sem otimizador

Figura 2: Ganho energético em sistemas de microgeração com sombras em diferentes cidades analisadas no estudo considerando otimizadores SolarEdge e Tigo

Figura 2: Ganho energético em sistemas de microgeração com sombras em diferentes cidades analisadas no estudo considerando otimizadores SolarEdge e Tigo


Marcelo Villalva

Marcelo Villalva

Especialista em sistemas fotovoltaicos. Docente e pesquisador da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da UNICAMP. Coordenador do LESF - Laboratório de Energia e Sistemas Fotovoltaicos da UNICAMP. Autor do livro "Energia Solar Fotovoltaica - Conceitos e Aplicações".

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