A EDP Espírito Santo receberá cerca de US$ 79 milhões da IFC (Corporação Financeira Internacional), instituição ligada ao Grupo Banco Mundial, para modernizar e ampliar sua rede de distribuição.
O financiamento, realizado com participação de investidores institucionais locais, busca elevar a confiabilidade do fornecimento de energia a mais de 1,8 milhão de clientes no estado.
O aporte faz parte de duas operações firmadas pela IFC com a EDP, que somam US$ 301 milhões e contemplam também a expansão da geração renovável no México.
Em conjunto, os projetos devem contribuir para melhorar o acesso à eletricidade de aproximadamente 200 mil pessoas, apoiar a criação de mais de 4.400 empregos e evitar a emissão anual de cerca de 297 mil toneladas de CO₂ equivalentes.
Financiamento para energia solar
No México, a IFC concedeu US$ 222 milhões para apoiar o desenvolvimento de uma usina fotovoltaica de 200 MW. O financiamento integra um pacote de US$ 444 milhões destinado às operações globais de energia renovável da EDP.
A outra metade será provida pelo Instituto de ICO (Crédito Oficial), instituição financeira pública espanhola. As duas operações combinam investimentos em infraestrutura de distribuição e geração limpa, com foco na ampliação da oferta e na melhoria da qualidade do serviço elétrico.
Parceria e modernização
A EDP também participa, por meio de sua subsidiária brasileira, da IFC Future Grids Alliance. Liderada pela instituição financeira, a iniciativa promove consultoria e compartilhamento de conhecimento para estimular investimentos na modernização e no aumento da confiabilidade das redes elétricas em mercados emergentes.
Segundo o Grupo EDP, a parceria ajuda a direcionar recursos para infraestruturas essenciais e a produzir benefícios econômicos e sociais. A companhia afirma que pretende ampliar o acesso a uma energia confiável e limpa, contribuindo para a geração de empregos e o crescimento sustentável.
A IFC, por sua vez, considera que a cooperação com a EDP fortalece o financiamento de soluções energéticas em um contexto de crescimento da demanda mundial por eletricidade.
De acordo com a instituição, economias emergentes deverão responder por quase dois terços do aumento da demanda global até 2035.
Atender a essa expansão exigirá mais do que dobrar os investimentos anuais em geração elétrica nos países em desenvolvimento, para US$ 630 bilhões, com mais da metade dos recursos esperados do setor privado.
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