Buscas envolvendo energia solar somaram mais de 4,9 milhões de pesquisas no Google nos últimos 12 meses, revelando o forte interesse dos brasileiros pela tecnologia fotovoltaica. Na prática, esse volume significa que o termo registrou uma nova busca a cada seis segundos.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Descarbonize Soluções, energytech especializada em energia solar e transição energética, que analisou os principais tipos de imóveis associados às buscas por sistemas fotovoltaicos no Google.
A maior procura foi por energia solar para residências, que lidera o ranking. Segundo dados de 2025 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Brasil possui mais de 3 milhões de sistemas residenciais de energia solar.
O interesse também se estende a outros tipos de moradia. Buscas por sistemas fotovoltaicos para apartamentos e condomínios aparecem no levantamento, mostrando que a procura pela tecnologia alcança consumidores que vivem em diferentes ambientes habitacionais.
Empresas aparecem em segundo lugar
A procura pela fonte solar, no entanto, não se limita ao segmento residencial. O setor corporativo aparece entre os principais públicos interessados na tecnologia: “energia solar para empresas” ocupa a segunda posição no ranking geral de buscas.
Além da redução de custos, a energia solar tem sido adotada pelo segmento empresarial como alternativa para ampliar a previsibilidade dos gastos com eletricidade, avançar em metas ambientais e reduzir a exposição às oscilações das tarifas de energia.
Esse movimento também ocorre em paralelo ao avanço da geração própria no setor. Segundo levantamento da TTS Energia, realizado com base em dados oficiais da ANEEL, mais de 217 mil empresas passaram a contar com geração própria entre janeiro e outubro do período analisado.
Ao analisar as buscas por energia solar para empresas nas diferentes regiões do Brasil, o levantamento mostra que o interesse está distribuído pelo país.

Na região Norte, Rondônia e Tocantins figuram entre os estados com maior volume de buscas sobre o assunto. Ambos também aparecem entre os três primeiros colocados em geração distribuída solar na região, segundo dados de 2026 da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
O Nordeste também aparece com força no ranking, representado por Piauí, Sergipe, Maranhão e Rio Grande do Norte. Apesar da alta procura, esses estados não ocupam posições de protagonismo nacional em capacidade instalada de geração distribuída solar, o que pode indicar um interesse crescente pela fonte nesses mercados.
No Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul aparecem entre os destaques das buscas. Mato Grosso também lidera a geração distribuída solar na região.
O Espírito Santo representa o Sudeste entre os estados destacados pelo levantamento, enquanto o Paraná aparece no Sul. O estado paranaense ocupa a terceira posição nacional em capacidade instalada de geração distribuída solar.

Energia solar também ganha espaço no campo
Além das empresas, as propriedades rurais aparecem entre os cinco tipos de imóveis mais associados às buscas por energia solar, mostrando que o interesse pela tecnologia também avança no campo.
A expansão acompanha o crescimento efetivo da geração própria no meio rural. Entre 2020 e o final de 2024, o número de unidades consumidoras rurais atendidas por energia solar passou de 54 mil para 471 mil, enquanto a capacidade instalada da fonte no agronegócio cresceu mais de sete vezes no período.
Atualmente, a classe rural responde por cerca de 14% da potência instalada de geração solar distribuída no país.
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