A energia solar já deixou de ser apenas uma alternativa para reduzir a conta de luz. Além de impulsionar a transição energética, a fonte também se consolidou como uma importante geradora de receitas para os cofres públicos.
Desde 2012, o setor já arrecadou mais de R$ 100,7 bilhões em tributos no Brasil, segundo dados divulgados pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
No mesmo período, a fonte também atraiu R$ 320,4 bilhões em investimentos, gerou mais de 2,1 milhões de empregos verdes e evitou a emissão de 115,7 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera.
Mas, afinal, o que representa uma arrecadação de pouco mais de R$ 100 bilhões aos cofres públicos do Governo Federal?
Para se ter uma ideia da dimensão desse montante, a arrecadação gerada pela energia solar nos últimos anos seria suficiente para financiar grandes obras de infraestrutura e programas públicos em todo o país.
O montante equivale a mais de duas vezes o custo da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, um dos maiores empreendimentos de infraestrutura da história do Brasil, cujo investimento ficou em torno de R$ 40 bilhões.
O valor também representa mais de 60% de todo o orçamento do Bolsa Família previsto para 2026, estimado na casa dos R$ 158,6 bilhões. A cifra também impressiona quando comparada a outras áreas do setor público.
O valor seria suficiente para cobrir, por exemplo, mais de um terço de todo o orçamento anual do Ministério da Educação e da Saúde, que atualmente é de R$ 233 bilhões e de R$ 271 bilhões, respectivamente.
Além disso, corresponde a mais de 16 vezes os investimentos previstos para o programa Luz para Todos, estimados em cerca de R$ 6 bilhões.
Na infraestrutura, o valor arrecadado pela energia solar também chama atenção. Os recursos seriam suficientes para construir cerca de 330 km de metrô subterrâneo ou ainda duplicar 2.500 km de rodovias federais.
No setor habitacional, os R$ 100,7 bilhões permitiriam viabilizar a construção de 335 mil moradias populares. Já no segmento elétrico, esse mesmo montante seria suficiente para impulsionar a transição energética do país, financiando a construção de até 30 complexos solares de grande porte, com 1 GW de capacidade cada.
Outro dado que chama atenção é que toda essa arrecadação corresponde a quase um terço dos R$ 320,4 bilhões investidos pela cadeia solar no Brasil desde 2012. Em outras palavras, para cada R$ 3,00 investidos no setor, cerca de R$ 1,00 retornou aos cofres públicos na forma de tributos.
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