Energia solar necessita de responsável técnico na área de engenharia elétrica

Além da parte de instalação do sistema de energia, existe a parte da engenharia civil
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A energia fotovoltaica tem sido um assunto cada vez mais falado, e está se tornando uma forma de geração de energia cada vez mais comum em empresas e em residências. No Brasil, por exemplo, essa fonte deve crescer até 2029 cerca de 500%.

Contudo, é importante saber que o desenvolvimento do projeto, a instalação e a manutenção desse sistema são trabalhos específicos dos profissionais habilitados na área de engenharia elétrica.

“É de suma importância a escolha de uma empresa especializada, com um responsável técnico registrado no respectivo conselho de classe. Tudo isso para que o cliente não tenha problemas com serviços mal-executados, profissionais trabalhando sem os devidos procedimentos de segurança e, principalmente, para o sistema instalado atender os parâmetros projetados com qualidade e rendimento esperados pelo cliente”, é o que afirma Ricardo Martins, engenheiro eletricista e conselheiro do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).

De acordo com Martins, caso o sistema fotovoltaico seja mal projetado e instalado, podem ocorrer diversos problemas, “tais como levantamento e remoção de placas com vendavais, telhados que não suportam o peso do sistema e desabam, curto-circuito por mau dimensionamento, placas e cabos derretendo, baixa geração de energia, sobrecarga dos componentes, risco de incêndio, entre outros problemas que podem surgir”, alerta.

Além da parte de instalação do sistema de energia, existe a parte da engenharia civil, pois a instalação deste material em telhados ou lajes exige a pesquisa detalhada do peso que a estrutura pode suportar. “Ao engenheiro eletricista cabe o estudo, dimensionamento, projeto e solicitação de aprovação junto à concessionária, conforme decisões normativas do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) e CREA. Já ao engenheiro civil cabe o estudo dos telhados e sistemas de fixação, garantindo a segurança da instalação”, esclarece Martins.

Fiscalização do CREA

Segundo o engenheiro, a geração FV é um pouco complexa de ser fiscalizada, tendo em vista que são serviços em sua maioria internos às edificações. Para que essa fiscalização seja eficaz, o CREA tem um plano anual, e no ano de 2020 as instalações de fontes renováveis estão em pauta.

“Essa fiscalização conta com os agentes fiscais do CREA. Mas uma das principais aliadas da fiscalização é a comunidade, onde ela pode pedir uma fiscalização em uma obra ou serviço que esteja sendo executado. Esse pedido pode ser feito em qualquer unidade do CREA, bastando ligar e passando as informações solicitadas. Pode-se também utilizar o aplicativo CREA-SP para denúncias e consultas de profissionais e empresas”, concluiu.

Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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