Diversos estudos e levantamentos realizados por distribuidoras de energia, como Enel e Neoenergia, mostram que o consumo de eletricidade tende a aumentar durante o inverno. Dependendo dos hábitos de cada residência, a conta de luz pode subir entre 20% e 40% em razão dos dias mais frios, do uso mais intenso de equipamentos elétricos, das férias escolares e da adoção de bandeiras tarifárias mais elevadas.
Neste ano, o inverno ainda coincide com a realização da Copa do Mundo. Embora o aumento do consumo de energia seja comum nesta época do ano, os jogos da Seleção Brasileira tendem a elevar o tempo de permanência das famílias em casa e o uso de aparelhos como televisores, iluminação e eletrodomésticos, adicionando uma pressão extra sobre os gastos com energia.
A preocupação é maior para os consumidores atendidos pelo mercado cativo, já que o aumento do consumo ocorre em um momento de custos mais elevados para a geração de energia. Atualmente, está em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
Para uma residência com consumo mensal de 200 kWh, por exemplo, a cobrança adicional da bandeira amarela representa cerca de R$ 3,77 na fatura. Embora o valor isoladamente não seja elevado, ele se soma ao aumento do consumo típico do inverno.
Além disso, parte do mercado já trabalha com a possibilidade de adoção da bandeira vermelha 1 em julho. A preocupação está relacionada ao cenário hidrológico e ao maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado do que as hidrelétricas.
Consumo no inverno
Segundo análise da CPFL Paulista, os chuveiros elétricos estão entre os principais responsáveis pelo aumento do consumo residencial durante o inverno. De acordo com a distribuidora, quando utilizado na posição “inverno”, o aparelho pode consumir até 30% mais energia do que no modo “verão”.
Em uma residência com quatro moradores utilizando diariamente um chuveiro de 7.500 W por 15 minutos cada, o consumo pode chegar a aproximadamente 225 kWh por mês apenas com os banhos.
Os aquecedores também representam um impacto relevante. Um equipamento de 1.500 W ligado por cerca de 3,5 horas por dia pode consumir aproximadamente 160 kWh por mês. Já as secadoras de roupas podem adicionar entre 80 e 100 kWh mensais ao consumo da residência.
Segundo a distribuidora, o frio também costuma aumentar o uso de máquinas de lavar, ferros elétricos e torneiras elétricas, contribuindo para elevar ainda mais a demanda por energia. “O início do inverno em 21 de junho, somado à manutenção da bandeira amarela pela Aneel e ao aumento do tempo em casa durante as férias escolares e a Copa do Mundo, acende um sinal de alerta para o consumo de energia elétrica”, destaca a CPFL Paulista.
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