A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) atualizou o PDGD (Painel de Dados de Micro e Minigeração Distribuída) com os dados consolidados de 2025.
Os números mostram que, mesmo diante dos desafios relacionados à inversão de fluxo, a capacidade instalada passou de 36,2 GW, em 2024, para 45 GW em 2025, o que representa um acréscimo de 8,8 GW no período.
Já o número de consumidores atendidos chegou a 7,2 milhões, enquanto a geração estimada no ano atingiu 54.483 GWh.
Segundo a EPE, o desempenho de 2025 configura o segundo melhor resultado anual da GD no país, ficando atrás apenas de 2024, quando mais de 10 GW foram adicionados.
Em comparação, 2023 registrou cerca de 8,3 GW de expansão, enquanto 2022 contabilizou 8 GW. Antes disso, o maior volume anual havia sido de 4,6 GW.
A ferramenta reúne dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) combinados com estudos da EPE, permitindo visualização interativa e download das bases, o que amplia a transparência e o acompanhamento do setor.

Energia solar domina
A análise da composição da capacidade instalada confirma o predomínio quase absoluto da fonte solar fotovoltaica, que responde por mais de 95% da GD no Brasil. Outras fontes, como hídrica, térmica e eólica, mantêm participação residual ao longo de toda a série histórica.
Na prática, isso significa que o avanço da micro e minigeração distribuída está diretamente ligado à expansão da geração solar, especialmente em telhados e pequenos sistemas descentralizados.
O número de sistemas de GD também apresentou crescimento expressivo, atingindo cerca de 4 milhões de unidades em 2025. Esse movimento reflete a massificação da tecnologia, que deixou de ser restrita a grandes consumidores e passou a atingir um público mais amplo.
Já o total de consumidores com MMGD cresceu ainda mais rapidamente, superando os 7 milhões. Esse descolamento entre sistemas e consumidores indica o avanço de modelos como geração compartilhada e autoconsumo remoto, nos quais um único sistema pode atender múltiplas unidades consumidoras.
Perfil do consumo
Os dados mostram uma mudança relevante no perfil dos consumidores. O segmento residencial passou a liderar a expansão, tornando-se majoritário ao longo dos últimos anos. O segmento comercial, que inicialmente concentrava grande parte dos projetos, perdeu participação relativa, embora continue relevante em termos absolutos.
Já o setor rural apresentou crescimento consistente até recentemente, enquanto segmentos como industrial e poder público seguem com participação menor. Além do crescimento quantitativo, o painel evidencia uma evolução nos modelos de geração.
A produção na própria unidade consumidora ainda predomina, mas há aumento gradual da geração compartilhada e do autoconsumo remoto. Essa diversificação indica maior sofisticação do mercado, com novas soluções que ampliam o acesso à GD para consumidores que não possuem espaço físico para instalação de sistemas próprios.
Transparência
Com a atualização do painel, a EPE amplia o acesso a dados detalhados sobre a evolução da MMGD, permitindo análises mais precisas por parte de agentes de mercado, formuladores de políticas e investidores.
Os números confirmam que a micro e minigeração distribuída se consolidou como um dos principais motores da transição energética no Brasil, com tendência de continuidade do crescimento nos próximos anos.
Clique aqui e acesse a ferramenta completa de dados da EPE.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.