Matéria publicada na Revista Canal Solar – Vol. 7, Nº 1, Fevereiro/2026
O setor elétrico brasileiro atravessa um período de transformação estrutural, em que a rápida expansão das usinas eólicas e fotovoltaicas, altamente positiva para a descarbonização e exemplo reconhecido mundialmente, traz desafios técnicos significativos à operação do SIN (Sistema Interligado Nacional).
A questão técnica que se impõe hoje é que diferentemente das grandes hidrelétricas e termelétricas, as fontes renováveis utilizam inversores eletrônicos que não oferecem a inércia mecânica natural das grandes máquinas girantes.
O resultado é que quando ocorrem variações bruscas na geração renovável – como a queda da produção solar ao anoitecer ou a cessação súbita de ventos – o sistema torna-se mais vulnerável a oscilações de frequência e tensão, principalmente em dias de baixo consumo, causando um desbalanceamento de alto risco.
Exemplo clássico de como esse fenômeno pode alcançar proporções alarmantes foi a situação enfrentada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) no Dia dos Pais de 2025.
Naquela ocasião, ante a ameaça de um colapso total no fornecimento de eletricidade, foi necessário praticamente “desligar” todo o fluxo de geração solar e eólica, já que a oferta de energia estava muito superior à carga bastante amena de um domingo.
Para mitigar maiores riscos representados por um cenário dessa magnitude e minimizar manobras drásticas, como o curtailment (limitação forçada da geração renovável), o ONS e a EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas) têm intensificado os trabalhos de planejamento para a instalação de compensadores síncronos.
Conforme dados do ONS, até novembro de 2025 existiam 55 compensadores síncronos em operação na Rede Básica, sendo que o mais recente na época havia sido instalado na Subestação Feijó, no Acre, em julho daquele ano.
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