A Google assinou um acordo para adquirir toda a energia produzida na primeira fase do Steel River Energy Center, um megacomplexo de energia solar com armazenamento em baterias que será construído no estado do Arkansas, nos Estados Unidos.
O empreendimento entrará em operação em 2029 e terá capacidade inicial de 1,6 GW em geração solar, além de 2 GWh de armazenamento em baterias. A energia contratada será suficiente para abastecer cerca de 315 mil residências.
O contrato faz parte da estratégia da companhia para ampliar o uso de energia limpa e compensar o aumento do consumo elétrico provocado pela expansão de seus centros de dados e das aplicações de inteligência artificial.
Apesar de adquirir toda a produção da usina, a Google não utilizará essa eletricidade diretamente em suas instalações. Na prática, a empresa firmou um contrato de compra de energia de longo prazo (PPA), pagando um valor previamente acordado pela produção da usina.
A eletricidade será injetada na rede elétrica, enquanto os data centers da companhia continuarão sendo abastecidos pela infraestrutura local, composta por diferentes fontes de geração, como gás natural, carvão, energia nuclear e renováveis.
Quando estiver totalmente concluído, o Steel River Energy Center contará com 2,45 GW de capacidade solar e 2,9 GWh de armazenamento em baterias, consolidando-se entre os maiores projetos do tipo nos Estados Unidos.
As duas primeiras fases do empreendimento já garantiram cerca de € 3,25 bilhões em financiamento e priorizam o uso de aço e painéis solares produzidos no mercado norte-americano.
IA impulsiona demanda por energia
O investimento da Google ocorre em meio ao crescimento acelerado do consumo de eletricidade pelas grandes empresas de tecnologia. Segundo a empresa, seu consumo de energia aumentou 37% no último ano.
A tendência também é observada em empresas como Meta e Amazon, que vêm ampliando rapidamente a capacidade de seus data centers para atender à crescente demanda por aplicações de inteligência artificial.
A Meta, por exemplo, anunciou nesta segunda-feira (13) que ampliará para mais de US$ 50 bilhões o investimento em seu megacentro de dados em Richland Parish, em Louisiana, nos Estados Unidos, praticamente dobrando a estimativa inicial de US$ 27 bilhões.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.