O BTG Pactual iniciou a execução de garantias ligadas à Rio Alto Energias Renováveis, empresa que está em processo de recuperação extrajudicial. O banco era fiador de um empréstimo de R$ 320,9 milhões contratado pela companhia junto ao BNB (Banco do Nordeste).
Como parte da reestruturação da dívida, o BTG passou a executar as garantias da operação. Entre os ativos estão as ações de três SPEs (Sociedades de Propósito Específico) – as usinas do Complexo Santa Luzia 5, 7 e 9, localizadas na Paraíba -, que juntas somam 150 MW de potência outorgada.
A Rio Alto ainda poderá recomprar esses ativos, desde que quite os valores devidos ao BTG. Paralelamente, a empresa segue em busca de um comprador. Nos últimos meses, investidores chegaram a demonstrar interesse, mas as negociações não avançaram.
O plano de recuperação extrajudicial prevê a reestruturação de cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas, com descontos para os credores, e estabelece que a venda da companhia seja concluída até o fim deste ano.
A Rio Alto enfrenta dificuldades semelhantes às de outras empresas do setor de energia renovável, principalmente em razão do curtailment – cortes na geração de energia determinados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para garantir a segurança e a estabilidade da operação do sistema.
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