A Itaipu Binacional confirmou ao Canal Solar que pretende implementar um sistema de armazenamento por baterias em sua usina solar flutuante. A iniciativa tem como objetivo avaliar a integração entre geração solar e armazenamento de energia, além de medir a contribuição dessas tecnologias para a estabilidade do sistema elétrico.
Além do projeto de armazenamento, a empresa informou que também estuda a instalação de duas novas turbinas geradoras na hidrelétrica. A proposta está sendo analisada em conjunto com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), com foco no aumento da disponibilidade de potência para o sistema.
A Itaipu destacou ainda que, por se tratar de uma usina binacional, eventuais investimentos beneficiariam tanto o Brasil quanto o Paraguai. Segundo a companhia, o país vizinho, com cerca de 6,8 milhões de habitantes, é atualmente abastecido integralmente por fontes renováveis.
Usina solar flutuante
Como noticiado anteriormente pelo Canal Solar, a Itaipu Binacional iniciou, no ano passado, a instalação de sua primeira usina solar flutuante no lado paraguaio do reservatório.
O projeto ocupará uma área de aproximadamente 10 mil m² e contará com cerca de 1.500 módulos fotovoltaicos, totalizando uma capacidade instalada de 1 MWp.
À época, em entrevista exclusiva ao Canal Solar, Rogério Meneghetti, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, afirmou que a iniciativa servirá como plataforma para o desenvolvimento de novos projetos solares de maior porte pela companhia.
Conheça os detalhes da primeira usina solar flutuante da Itaipu Binacional
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