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Manutenção em módulos fotovoltaicos em telhados sem espaçamento

Técnica simples e barata permite a manutenção e limpeza de sistemas fotovoltaicos sem necessidade de corredores entre fileiras

Autor: 12 de novembro de 2021Artigos técnicos
Manutenção em módulos fotovoltaicos em telhados sem espaçamento

Texto escrito em  colaboração com Marília Braga, Engenheira Eletricista, doutoranda e pesquisadora no Laboratório Fotovoltaica UFSC

Nas instalações fotovoltaicas em telhados é muito comum nos depararmos com situações em que são difíceis os serviços de manutenção e limpeza, principalmente quando não existe espaçamento entre as fileiras de módulos.

Muitas vezes a forma de instalação dos módulos fotovoltaicos não permite que o instalador caminhe entre eles – e caminhar sobre eles não é permitido em nenhuma circunstância

Pensando nisso, uma solução simples, barata e muito eficiente foi criada. Trata-se de uma tábua de madeira, com cantoneiras metálicas, que funciona basicamente como uma plataforma elevada. 

O instalador posiciona esta plataforma sobre os módulos, sem contato com eles, de forma que as cantoneiras se apoiam sobre os perfis estruturais (e não sobre as molduras dos módulos).  Assim, ele tem liberdade para movimentar-se sobre o sistema sem danificar os módulos fotovoltaicos.

Detalhe da fixação da plataforma sobre um módulo fotovoltaico. Fonte: Arquitetando Energia Solar/reprodução

Detalhe da fixação da plataforma sobre um módulo fotovoltaico. Fonte: Arquitetando Energia Solar/reprodução

Detalhe da fixação da plataforma sobre um módulo fotovoltaico. Fonte: Arquitetando Energia Solar/reprodução

Detalhe da fixação da plataforma sobre um módulo fotovoltaico. Fonte: Arquitetando Energia Solar/reprodução

Do ponto de vista elétrico, esta técnica apresenta muitas vantagens. De acordo com Marília Braga, engenheira eletricista, doutoranda e pesquisadora do Laboratório Fotovoltaica UFSC, os problemas mais comuns e graves que encontramos em sistemas fotovoltaicos integrados a telhados são justamente pontos quentes causados por trincas nas células fotovoltaicas, que geralmente surgem ao se pisar nos módulos. 

Muitos instaladores se enganam ao achar que podem pisar nos módulos. O vidro da parte frontal é, de fato, resistente e não se quebra facilmente. Contudo, no caso de módulos tradicionais de silício cristalino, as células fotovoltaicas encapsuladas ali dentro são muito finas e nada flexíveis, o que as torna muito sensíveis e pouco resistentes a esforços mecânicos; ou seja, fáceis de quebrar. 

A solução mostrada nas imagens, além de acessível pelo seu baixo custo, permite a manutenção adequada do sistema fotovoltaico mesmo em instalações nas quais as fileiras de módulos são instaladas muito próximas, sem espaços livres no telhado.

Atenção aos cuidados necessários

Como em qualquer serviço de instalação ou manutenção em sistemas fotovoltaicos, é importante ressaltar que os operadores precisam usar EPIs adequados e seguir todas as normas de segurança. 

Além disso, a plataforma, que funciona como uma “ponte” entre as duas bordas do módulo, precisa ser confeccionada com madeira de espessura adequada e resistente ao peso de uma pessoa, assim como as cantoneiras metálicas.

Clarissa Debiazi Zomer

Clarissa Debiazi Zomer

Arquiteta, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2006. Mestrado (2010) e Doutorado (2014) em Engenharia Civil da mesma instituição, sob orientação do Professor Ricardo Rüther. Fundadora da Arquitetando Energia Solar.

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