Material criado por americanos pode baratear células solares

O zircônio é estável em uma variedade de condições, como ar, água
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Elas são naturais, inesgotáveis, limpas, fortalecem a economia e podem gerar milhões de empregos. Os benefícios são muitos para quem utiliza a energia renovável. Mas como ter, na produção de soluções do tipo, elementos químicos mais baratos?

Pensando nisso, pesquisadores americanos desenvolveram um composto que tem como base o zircônio, encontrado em grande quantidade na natureza, que pode baratear células solares e compor a fabricação de painéis fotovoltaicos. A novidade foi apresentada na última edição da revista Nature Chemistry.

De acordo com Carsten Milsmann, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de West Virginia, o zircônio é estável em uma variedade de condições, como ar, água e mudanças de temperatura, facilitando o trabalho em ambientes diversos.

“Como o composto pode converter luz em energia elétrica, ele poderá ser usado na criação de painéis solares mais eficientes”, diz o cientista.

Sensível aos corantes

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é a busca por materiais que sejam mais sensíveis a corantes. Por conta dessa característica, moléculas coloridas podem coletar luz e funcionar mesmo em condições de pouca luminosidade.

“O problema com a maioria dos painéis solares é que eles não funcionam bem em dias nublados. Eles são bastante eficientes, baratos e têm uma vida útil longa, mas precisam de condições de luz intensa para funcionar com eficiência”, explica Milsmann.

Até o momento, os corantes só funcionam no rutênio, mas o novo composto tem potencial para substituí-lo. “Com esse material, podemos fazer versões sensíveis ao corante, nas quais um composto colorido absorva luz para produzir eletricidade em qualquer condição climática. No futuro, poderemos projetar edifícios que produzam energia, transformando a fachada de prédios e incluindo todas as janelas em uma usina de energia”, estima o pesquisador.

Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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