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Início / Notícias / Mercado & Investimentos / Mitos e verdades sobre o Mercado Livre de Energia

Mitos e verdades sobre o Mercado Livre de Energia

Matrix Energia esclarece algumas das principais dúvidas dos leitores do Canal Solar sobre o assunto
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  • Foto de Henrique Hein Henrique Hein
  • 12 de junho de 2026, às 14:43
4 min 39 seg de leitura
Canal Solar - Mitos e verdades sobre o Mercado Livre de Energia
Foto: Magnific

Com a abertura gradual do setor elétrico brasileiro, o chamado Mercado Livre de Energia tem se consolidado como uma alternativa cada vez mais relevante para empresas que buscam reduzir custos e, principalmente, ganhar previsibilidade na gestão de um dos seus principais insumos.

Diferentemente do modelo tradicional, em que a energia é contratada de forma padronizada junto à distribuidora, o ambiente livre permite que o consumidor escolha seu fornecedor e negocie diretamente as condições de compra.

Na prática, isso significa mais autonomia para definir preços, prazos e volumes de contratação, adequando o consumo de energia às necessidades e ao planejamento financeiro do negócio. Ainda assim, algumas dúvidas sobre o funcionamento desse modelo e percepções equivocadas seguem sendo barreiras para muitas empresas.

Para Rodrigo Meurer, gerente de Produto da Matrix Energia, o Mercado Livre representa uma mudança estrutural na forma como a energia é tratada dentro das organizações. “É um modelo que permite planejamento, previsibilidade e inteligência na gestão energética, além da redução de custo, alinhando o consumo às estratégias do negócio”, explica.

Nesse contexto, o profissional do setor ressalta que compreender como o modelo funciona é essencial para uma tomada de decisão mais consciente. Para apoiar esse entendimento, o executivo esclarece abaixo alguns dos principais mitos e verdades sobre o Mercado Livre de Energia.

Apenas empresas com consumo acima de 500 kW podem migrar para o Mercado Livre de Energia?

Mito. O acesso ao ambiente livre vem sendo ampliado ao longo dos anos. Embora tenha começado com grandes indústrias e estabelecimentos, com consumo acima de 500kW, hoje empresas atendidas em alta e média tensão (Grupo A), já podem migrar. Além disso, com a Lei nº 15.269/2025, o mercado será totalmente aberto até 2028, permitindo que todos os consumidores escolham seu fornecedor de energia por meio do mercado livre de energia.

Empresas que pagam a partir de R$ 10 mil por mês na conta de energia já podem avaliar a migração?

Verdade. Qualquer cliente em alta ou média tensão, que pagam a partir de R$ 10 mil por mês pode migrar para Mercado Livre de Energia. Basta a empresa solicitar à comercializadora um estudo de viabilidade para entender se a solução se encaixa no seu perfil.

Migrar para o Mercado Livre significa trocar a distribuidora de energia?

Mito. No Mercado Livre, a mudança ocorre na forma de contratação. O consumidor passa a escolher de quem comprar a energia, podendo negociar preço e condições por meio das comercializadoras. O fio que conduz a energia (rede de distribuição) continua sendo da distribuidora, mas o “elétron” pode ser comprado de outro fornecedor. Ou seja, a distribuidora segue responsável por entregar a energia até o local de consumo, enquanto a compra da energia passa a ser feita livremente no mercado.

Existem riscos sobre o fornecimento de energia ao migrar para o Mercado Livre?

Mito. A migração não altera o fornecimento físico de energia, que continua sob responsabilidade da distribuidora. A atuação consultiva da comercializadora para definir a estratégia de contratação no mercado livre é fundamental para estruturar contratos alinhados ao perfil de consumo.

Não há previsibilidade de custos no Mercado Livre de Energia?

Mito. No Mercado Livre, é possível negociar contratos de longo prazo com preço definido, garantindo mais estabilidade e previsibilidade nos custos. Além disso, não há impacto das bandeiras tarifárias – que são o sistema criado pela ANEEL para indicar, mensalmente, se a conta de energia está mais barata ou mais cara em função das condições de geração da energia -, o que reduz oscilações na conta de energia.

Migrar para o Mercado Livre é um processo complexo e difícil de implementar?

Mito. O processo é estruturado e conduzido com apoio das comercializadoras, como a Matrix Energia, que acompanha todo o diagnóstico à operação. Na prática, a Matrix conduz uma jornada clara e organizada, que começa com a análise do consumo, definição da melhor solução, estruturação dos contratos, migração e gestão contínua. O processo envolve o consumidor, a distribuidora e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), garantindo segurança em cada etapa.

O Mercado Livre transforma a energia em um ativo estratégico para o negócio? 

Verdade. Mais do que economia, o modelo permite planejamento, controle e gestão ativa do consumo, contribuindo diretamente para a competitividade das empresas, que podem realocar seus recursos economizados em investimentos.

Para entrar no Mercado Livre é preciso instalar painéis solares? 

Mito. Não é necessário instalar placas solares ou gerar a própria energia. No Mercado Livre, o consumidor pode comprar energia de diferentes fontes, incluindo renováveis, como solar, eólica, hídrica ou biomassa, diretamente de fornecedores. A escolha da fonte de energia faz parte da negociação, sem necessidade de obras ou adaptações na estrutura do local.

É preciso fazer investimento para migrar para o Mercado Livre de Energia?

Mito. A migração não exige investimento. O processo envolve principalmente ajustes contratuais e regulatórios, conduzidos com apoio da comercializadora, como a Matrix. Apenas em alguns casos, a distribuidora pode solicitar adequações no sistema de medição e/ou na subestação, conforme normas técnicas e vistoria da unidade consumidora. Trata-se de um procedimento padrão, necessário para que o sistema atenda aos requisitos exigidos para a migração ao Mercado Livre de Energia.

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Foto de Henrique Hein
Henrique Hein
Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.
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