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MP e Defensoria acionam Neoenergia Cosern na Justiça por violação de direito adquirido na GD solar

Caso ganhou notoriedade após consumidores relatarem aumentos expressivos nas faturas e falhas na compensação de créditos

Canal Solar - Neoenergia Cosern é acionada na Justiça MP e Defensoria alegam que empresa violou direito adquirido de clientes de GD solar

Foto: Luiz Sérgio Oliveira/Click Solar

O MPRN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) e a Defensoria Pública do Estado ingressaram com uma ação civil pública na Justiça contra a Neoenergia Cosern para corrigir supostas falhas no faturamento de consumidores atendidos pelo SCEE (Sistema de Compensação de Energia Elétrica).

Na ação, os órgãos pedem que a distribuidora devolva em dobro os valores cobrados indevidamente de consumidores de energia solar afetados pelas irregularidades apontadas.

O caso ganhou repercussão no fim do ano passado, quando órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, a Defensoria Pública e o próprio MPRN, passaram a receber diversas reclamações de titulares de sistemas fotovoltaicos.

Os consumidores relataram aumentos repentinos e considerados excessivos nas contas de energia, sem que houvesse comunicação prévia sobre alterações nos critérios de compensação dos créditos gerados.

Segundo a ação, a suposta lesão coletiva decorre de uma mudança unilateral promovida pela distribuidora em seu sistema de faturamento. De acordo com os autores do processo, a empresa passou a cobrar o consumo integral das unidades beneficiárias, desconsiderando os créditos de energia acumulados pelos consumidores.

O documento também aponta a realização automática de parcelamentos indevidos, além da cobrança de tributos e tarifas sobre a energia compensada.

Na avaliação dos órgãos, a prática viola direitos adquiridos de consumidores enquadrados nas regras anteriores do Marco Legal da GD (geração distribuída), que assegura a manutenção de determinados benefícios tarifários até 2045.

Inquérito civil foi instaurado

Antes de recorrer à Justiça, o MPRN instaurou um inquérito civil para investigar denúncias relacionadas à retenção de créditos e à suspensão da compensação mensal de energia.

O órgão promoveu audiências extrajudiciais e solicitou pareceres técnicos, mas decidiu ajuizar a ação após considerar esgotadas as tentativas de solução consensual com a concessionária.

Além da restituição em dobro dos valores cobrados indevidamente, o Ministério Público e a Defensoria pedem a condenação da distribuidora ao pagamento de R$ 46 milhões por danos morais coletivos.

Caso deferido, o montante será destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. Os autores da ação também solicitaram medidas liminares para impedir a suspensão do fornecimento de energia elétrica e a negativação dos consumidores afetados, além de exigir a adequação dos canais de atendimento da concessionária.

Ao justificar a gravidade da situação, os promotores de Justiça afirmam, na ação, que “a lide não repousa sobre meros descasamentos logísticos de leitura, mas sobre a subversão sistêmica de um modelo matemático e normativo criado para incentivar a sustentabilidade energética”.

O Canal Solar entrou em contato com a Neoenergia Cosern e aguarda posicionamento da empresa sobre as alegações apresentadas na ação.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários (1)

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  • CLAUDETE GALDINO DE ARAUJO OLIVEIRA

    gostaria de saber se todos nós que temos energia solar vamos receber , ou temos acionar a justiça?
    porque eu pagava 22,50 e do nada foi pra 78,50
    mas está sobrando crédito todos os meses
    é só de imposto

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