Com colaboração de Ericka Araújo
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) já possui uma base técnica relativamente madura para a integração de sistemas de armazenamento com baterias ao SIN (Sistema Interligado Nacional), mas o avanço definitivo do leilão de capacidade ainda depende da publicação da portaria do MME (Ministério de Minas e Energia).
As informações foram apresentadas durante o WEG EPC Day 2026 por André Albuquerque, responsável pela gerência Sul do ONS, e Leonardo Costa dos Santos, engenheiro eletricista do Operador. O evento, realizado nesta quarta-feira (27), em São Paulo (SP), contou com cobertura do Canal Solar.
De acordo com os profissionais, o Operador já vem trabalhando há meses em critérios técnicos e requisitos mínimos de desempenho para sistemas de armazenamento.
Segundo eles, boa parte da visão atual do ONS está baseada em documentos técnicos e discussões públicas realizadas ao longo do último ano, incluindo contribuições apresentadas na consulta pública conduzida pelo MME.
Albuquerque e Costa dos Santos explicaram ainda que a visão atual do Operador representa uma espécie de “fotografia” regulatória do momento e que a expectativa é de poucas mudanças até a publicação da portaria do MME.
Os profissionais afirmaram também que o ONS já possui uma base de requisitos mínimos de desempenho para sistemas de armazenamento, especialmente voltados à comprovação da capacidade de operação em grid forming.
Esses requisitos já apareceram em documentos técnicos anteriores, como a Nota Técnica ONS/EPE nº 111/2025, que trouxe testes específicos para validar se os equipamentos realmente possuem essa capacidade operacional.
A homologação dos sistemas, nesse sentido, deve seguir uma lógica semelhante à utilizada atualmente para usinas eólicas e fotovoltaicas, incluindo etapas de validação de modelos matemáticos, testes de comissionamento e verificação em campo.
Albuquerque e Costa dos Santos reforçaram, contudo, que a regulamentação ainda está em amadurecimento, inclusive nas discussões conduzidas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Apesar disso, a tendência é que o processo para baterias siga uma lógica próxima à já aplicada na integração de empreendimentos eólicos e solares ao sistema elétrico.
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