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Preço médio do watt-pico cai pelo 3º trimestre consecutivo

Indicador da Solfácil aponta que o valor registrado é de R$ 4,39/Wp, queda de 3% em relação ao 2º trimestre

Autor: 14 de novembro de 2022Indicadores
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Preço médio do watt-pico cai pelo 3º trimestre consecutivo

Preço médio do watt-pico segue em queda. Foto: Freepik

Segundo levantamento realizado pela Solfácil, o preço médio do watt-pico, unidade de potência criada especialmente para medição de painéis fotovoltaicos, teve queda pela 3ª vez consecutiva, atingindo menor nível histórico.

Em sua 5ª edição, o Radar Solfácil levantou dados de projetos que somam o montante de mais de R$ 6 bilhões, entre consultas e financiamentos realizados, com o objetivo de oferecer suporte aos integradores na precificação de projetos de energia solar distribuída em todo o território nacional.

Ainda segundo o indicador, o preço médio dos projetos fotovoltaicos no Brasil atingiu o menor valor desde o começo das apurações, registrando R$ 4,39/Wp, o que significa uma queda de 3% em relação ao segundo trimestre de 2022.

“No final de 2021, com o impacto na cadeia de suprimentos causado pela Covid-19, o mercado global enfrentou falta de componentes, o que levou a um aumento dos preços da energia solar”, disse Francisco Simon, VP de Vendas e Marketing da Solfácil.

“Porém em 2022, com a regularização dos estoques e o aumento da competitividade, num mercado com mais empresas e integradores participando de toda a cadeia, os preços começaram a cair, conforme identificado pelo nosso indicador”, explicou.

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Análise por estado

De acordo com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), os estados de SP, MG, RS, BA e GO são os que mais geraram conexões no país em 2022. Assim, os dados do Radar Solfácil mostram que São Paulo conta com a maior diferença de R$/Wp entre as mesorregiões (Campinas e Presidente Prudente), de R$/Wp 0,97.

Já a Bahia tem a menor diferença entre as mesorregiões (Sul Baiano e Extremo Oeste Baiano) de R$/Wp 0,25. No entanto, Campinas (SP) e a Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) são as mesorregiões mais caras (R$/Wp 4,66).

Apesar da queda consecutiva, o levantamento mostrou que em alguns estados os valores dos projetos estão mais elevados, estando em alguns casos até 30% acima da média nacional. A diferença dos preços entre eles pode chegar até R$ 1,21 Wp, impulsionados por Sergipe, Rio Grande do Sul e Pernambuco, que são locais historicamente mais caros.

“O Radar Solfácil é mais uma forma de apoiar e potencializar os esforços dos integradores com inteligência de mercado. Nosso foco é ajudar os parceiros integradores a aumentarem os seus negócios dimensionando e precificando corretamente dentro da própria região”, concluiu Simon.

Marcas de inversores mais utilizadas

Com relação às marcas de inversores mais utilizadas nos projetos, a Growatt foi a mais escolhida entre quem realizou a instalação do sistema fotovoltaico nos últimos três meses, destacando-se principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Referente às regiões Sudeste e Sul, a pesquisa enfatizou que a Deye despontou pela primeira vez, com maior preferência nos projetos com as menores faixas de potência.

Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020. Atualmente, é Analista de Comunicação Sênior do Canal Solar e possui experiência na cobertura de eventos internacionais.