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‘Ser engenheiro eletricista significa garantir um futuro verde’

Em comemoração ao dia do Engenheiro Eletricista, especialistas destacam importância da profissão para o mercado de energia renovável

Autor: 23 de novembro de 2021novembro 26th, 2021Brasil
‘Ser engenheiro eletricista significa garantir um futuro verde’

Setor solar atrai interesse de engenheiros eletricistas. Crédito da foto: Bruno dos Santos

Hoje, 23 de novembro, é comemorado o dia do Engenheiro Eletricista, profissional responsável por planejar, construir e manter sistemas capazes de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica.

A escolha da data é uma referência a fundação, no ano de 1913, do Instituto Eletrotécnico de Itajubá, uma das maiores escolas de Engenharia do Brasil.

Atualmente, segundo dados do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), existem 116.185 engenheiros eletricistas registrados no Brasil.

Importância do engenheiro eletricista

Na última semana, tivemos a conclusão da COP26, evidenciando a necessidade de redução da temperatura global em 1,5 °C e dos combustíveis fósseis.

Para Mauro da Rosa Sirtoli, gerente de mercado de energias renováveis na Weidmueller, a capacidade de conversão das renováveis se tornou um dos principais temas de estudo nas academias.

“O engenheiro eletricista amplifica seu papel na sociedade como gerador de soluções e torna-se essencial na transformação global e de sobrevivência. Nunca, nos últimos anos, a formação de novos profissionais na área foi tão essencial quanto o momento atual. Ser engenheiro eletricista hoje significa garantir um futuro verde em nosso planeta”, ressaltou.

De acordo com o professor Marcelo Villalva, especialista em sistemas fotovoltaicos, o engenheiro eletricista é o profissional transformador do século XXI. “Talvez nunca esta carreira tenha sido tão valorizada. Com a crescente busca por novas fontes de energia e a nova onda dos VEs (veículos elétricos), o profissional de engenharia elétrica encontra espaço em muitas áreas, desde a geração e a transmissão de energia até o desenvolvimento e a fabricação de motores e conversores eletrônicos”, destacou.

Professor Marcelo Villalva no laboratório de máquinas elétricas da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp. Foto: reprodução

Professor Marcelo Villalva no laboratório de máquinas elétricas da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp. Foto: reprodução

“Eu recebo quase que semanalmente solicitações de indicações de profissionais para atuarem na área de energia solar. As demandas surgem de empresas de todos os segmentos: fabricantes, distribuidores, integradores”, enfatizou Villalva.

Na visão dele, uma especialidade a ser destacada na engenharia elétrica, com espaço quase infinito para crescer, é a eletrônica de potência. “Tal profissional tem a missão de projetar e desenvolver sistemas eletrônicos para conversão CC-CA, CC-CC ou CA-CC, por exemplo, para desempenhar todas as funções imagináveis”.

Segundo o especialista, entre as atribuições estão: integração de fontes alternativas de eletricidade (solar, eólica) e de armazenamento (baterias e hidrogênio), controle de estabilidade em sistemas de transmissão e distribuição de energia, de transmissão em alta tensão e de tração para VEs. “Estes são apenas alguns exemplos. A lista completa das aplicações da eletrônica de potência é infindável”.

“Os veículos elétricos têm um elevado conteúdo eletrônico embarcado, desde os sistemas de controle até o de tração. Os automóveis estão deixando de ser sistemas mecânicos e tornando-se majoritariamente eletroeletrônicos com o auxílio da eletrônica de potência”, concluiu.

Setor solar atrai interesse de engenheiros

Entre as diversas áreas de atuação para o engenheiro eletricista, está o mercado fotovoltaico, que, inclusive, está ganhando cada vez mais adeptos. A engenheira Isabelly Maria Bezerra é projetista e já atua no setor há três anos. “Este é um segmento que cresce a cada dia, e como engenheira entrei na área por ser um assunto que sempre gostei, energia renovável, e por enxergar um plano de carreira promissor”.

A engenheira Isabelly Maria Bezerra em uma instalação de cabine primária. Foto: reprodução

A engenheira Isabelly Maria Bezerra em uma instalação de cabine primária. Foto: reprodução

“Precisamos nos assegurar que seja crescente também a qualificação dos profissionais que estão no setor. Como qualquer outra área da engenharia elétrica, ainda é dominada por homens, mas fico muito feliz em encontrar cada vez mais colegas na profissão”, comentou.

Potencial do mercado fotovoltaico

Para Sirtoli, o setor solar migra de uma fase onde necessitava de incentivos para rodar e entra em uma etapa de evolução natural, com a diminuição dos custo dos materiais e o aumento na cadeia de produção. “Mesmo com a grande demanda atual, a capacidade no Brasil de consumo explorada ainda é menos de 1%, evidenciando o tamanho do mercado pela frente. A crise hídrica brasileira gera mais um fator de crescimento e importância para a solar”, relatou.

De acordo com o executivo, o Brasil é um dos países com maior potencial para instalação de usinas de geração centralizada pelas características de irradiância e espaço físico. “Hoje, o know-how gerado já serve como referência para países do exterior, o que foi comprovado com o tamanho da Intersolar e a presença do público do exterior. A tendência é que o segmento fotovoltaico seja um dos principais geradores de emprego e renda para os próximos anos”, finalizou.

Sorteio em homenagem ao dia do Engenheiro Eletricista

O Canal Solar preparou um sorteio para comemorar o dia do Engenheiro Eletricista. Os participantes irão concorrer a um kit de ferramentas da Weidmueller e um curso de Fundamentos ou PVSyst (à escolha do vencedor).

Será sorteado somente 1 vencedor e o mesmo ganhará os dois prêmios. O sorteio é válido apenas para engenheiros eletricistas e a duração é até o dia 30 de novembro, às 12h. Para participar, preencha o formulário clicando aqui.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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