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Início / Artigos / Artigo de Opinião / O que o setor elétrico pode aprender com o Diabo Veste Prada 2?

O que o setor elétrico pode aprender com o Diabo Veste Prada 2?

Não é sobre moda. É sobre poder, adaptação e sobrevivência em mercados que mudam rápido demais
Acompanhe pelo Whatsapp
  • Foto de Juliana de Oliveira Juliana de Oliveira
  • 4 de maio de 2026, às 10:04
17 min 19 seg de leitura
Agenda Estratégica Eletroenergética de 2026 atinge 49% de execução no 1º trimestre
Foto: Freepik

A volta de O Diabo Veste Prada ao cinema, quase duas décadas depois do lançamento do primeiro filme, não é apenas um acontecimento cultural. É também uma metáfora poderosa sobre mercados tradicionais que, em determinado momento, precisam encarar uma verdade incômoda: a autoridade construída no passado não garante relevância no futuro.

A sequência, O Diabo Veste Prada 2, reúne novamente nomes centrais do elenco original, como Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, em torno do universo da revista fictícia Runway, agora inserida em um contexto de transformação da mídia, da moda e das estruturas tradicionais de influência. A produção é dirigida por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, e tem lançamento indicado pela 20th Century Studios para maio de 2026 [1].

À primeira vista, pode parecer improvável extrair lições para o setor elétrico de uma narrativa ambientada no universo da moda. Mas é justamente nesse deslocamento que está a riqueza da análise. A moda, assim como a energia, não opera apenas por produtos. Opera por sinais, tendências, infraestrutura, reputação, escassez, desejo, poder econômico e capacidade de antecipação.

O que Miranda Priestly representa no imaginário coletivo não é apenas a figura de uma editora severa ou de uma liderança exigente. Ela simboliza algo maior: a compreensão de que mercados são moldados por quem consegue ler antes dos outros aquilo que ainda não se tornou óbvio. No setor elétrico, essa capacidade de leitura estratégica talvez nunca tenha sido tão necessária.

A energia elétrica deixou de ser percebida apenas como insumo, custo operacional ou infraestrutura invisível. Ela passou a ocupar o centro das decisões empresariais, industriais, tecnológicas, ambientais e regulatórias. Assim como a indústria editorial precisou lidar com a digitalização, a fragmentação da atenção e a perda do monopólio da narrativa, o setor elétrico enfrenta a descentralização da geração, a digitalização do consumo, a expansão dos data centers, a inteligência artificial, o armazenamento, a abertura de mercado, a pressão tarifária e a necessidade de redes mais resilientes.

A pergunta, portanto, não é o que a moda tem a ver com energia. A pergunta correta é: o que acontece com qualquer setor tradicional quando o centro de poder começa a se deslocar?

1. Todo setor tradicional acha que controla o jogo — até o jogo mudar

O primeiro grande aprendizado está na falsa sensação de controle.

No primeiro filme, a revista Runway representava um ecossistema de influência quase absoluto. O que era publicado ali tinha força para moldar comportamento, consumo, reputação e carreira. Mas o retorno da narrativa em uma nova fase sugere exatamente o ponto de inflexão de qualquer indústria tradicional: quando a estrutura que antes concentrava poder passa a disputar espaço com novos canais, novos atores e novas formas de influência.

O setor elétrico brasileiro vive movimento semelhante. Durante décadas, a lógica dominante esteve ancorada em um modelo verticalizado, centralizado e altamente regulado, no qual o consumidor ocupava papel essencialmente passivo. A energia era gerada, transmitida, distribuída e faturada. O consumidor, em grande medida, apenas pagava a conta.

Esse modelo ainda existe, evidentemente. Mas já não explica sozinho o presente — e muito menos o futuro.

Hoje, o consumidor pode gerar energia, participar do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, aderir a modelos de geração compartilhada, migrar para o mercado livre em determinados casos, contratar soluções de eficiência, avaliar autoprodução, considerar armazenamento, discutir previsibilidade de custos e questionar juridicamente cobranças, negativas de conexão e falhas de enquadramento regulatório.

A própria Agência Nacional de Energia Elétrica acompanha, por meio de bases públicas, pedidos de conexão de micro e minigeração distribuída após a Lei nº 14.300/2022, o que demonstra como a expansão da geração distribuída passou a exigir monitoramento institucional específico [2].

O centro de gravidade mudou. A energia deixou de ser apenas fornecimento e passou a ser relação jurídica, estratégia econômica, ativo de competitividade e, cada vez mais, dado.

2. Narrativa também é poder

Um dos elementos mais sofisticados de O Diabo Veste Prada é a compreensão de que influência não nasce apenas da qualidade objetiva de um produto, mas da capacidade de construir significado em torno dele.

A moda não vende apenas tecido. Vende identidade, pertencimento, diferenciação e leitura de mundo. Do mesmo modo, o setor elétrico não vende apenas quilowatt-hora. Vende segurança, previsibilidade, continuidade, sustentabilidade, eficiência, liberdade de escolha e redução de risco.

Essa percepção é fundamental porque parte relevante dos conflitos atuais no setor elétrico nasce justamente da disputa de narrativa.

A geração distribuída é problema para a rede ou instrumento de descentralização energética? O armazenamento é custo adicional ou ferramenta de flexibilidade sistêmica? O mercado livre representa risco ou autonomia contratual? A abertura de mercado é ameaça às distribuidoras ou evolução natural da liberdade do consumidor? A digitalização tarifária amplia eficiência ou aumenta a complexidade informacional do consumidor?

A resposta para essas perguntas não depende apenas de normas. Depende também de quem consegue explicar melhor o fenômeno.

No setor elétrico, a comunicação técnica deixou de ser acessória. Ela se tornou vantagem competitiva. Empresas que não conseguem explicar seus modelos de negócio com clareza geram insegurança e não convertem investidores. Associações/Consórcios/Cooperativas que não estruturam adequadamente seus contratos ampliam risco. Comercializadoras que vendem energia como simples desconto podem ocultar complexidades relevantes. Consultorias que não traduzem a regulação perdem autoridade. Distribuidoras que comunicam mal suas exigências elevam litigiosidade.

Em um mercado em transformação, quem domina a narrativa não apenas informa: influencia decisões, reduz assimetria, constrói confiança e organiza expectativas.

3. Tradição não salva quem ignora a transição

A indústria da moda conhece bem o peso da tradição. Marcas, revistas, editoras e casas de luxo sustentam reputações por décadas. Mas, em mercados dinâmicos, tradição sem adaptação pode se transformar em nostalgia operacional.

O setor elétrico enfrenta o mesmo dilema. A experiência histórica é indispensável, mas não suficiente. O planejamento, a regulação e os contratos precisam dialogar com novas formas de consumo, novos perfis de carga e novas tecnologias.

A Agência Internacional de Energia projeta que a demanda global por eletricidade crescerá em média 3,6% ao ano entre 2026 e 2030, impulsionada por indústria, veículos elétricos, climatização e data centers. O relatório também aponta que o mundo vive uma etapa marcada pela centralidade crescente da eletricidade na economia [3].

Esse dado é relevante porque altera a lógica de planejamento. Não se trata apenas de gerar mais energia. Trata-se de saber onde a carga surgirá, em que horários, com que perfil, com qual necessidade de confiabilidade, qual impacto sobre a rede e quais sinais econômicos serão utilizados para orientar investimentos.

No Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética já vem tratando novas cargas eletrointensivas, como data centers e hidrogênio, como elementos relevantes para os estudos de expansão da transmissão. O Caderno de Transmissão de Energia do PDE 2034 aponta a necessidade de planejamento diante de incertezas relacionadas a novas tecnologias e ao atendimento dessas cargas [4].

O ponto central é simples: a transição energética não é uma pauta meramente ambiental. É uma reorganização econômica, regulatória e infraestrutural.

4. Dados são o novo editorial

No universo da moda, quem entende comportamento antecipa tendência. No setor elétrico, quem entende dados antecipa risco, custo e oportunidade.

A curva de carga, o fator de demanda, o perfil horário de consumo, a sazonalidade, a simultaneidade, a compensação de créditos, o histórico de faturamento, a demanda contratada, a incidência tarifária, a previsibilidade de geração e o comportamento de inadimplência passaram a compor a inteligência estratégica do setor.

A expansão dos data centers e da inteligência artificial torna essa realidade ainda mais evidente. Segundo a IEA, o consumo global de eletricidade dos data centers deve mais que dobrar, alcançando aproximadamente 945 TWh em 2030, com a inteligência artificial como um dos principais vetores desse crescimento [5].

Em outro levantamento, a IEA registrou que a demanda elétrica de data centers cresceu 17% em 2025, enquanto a demanda global de eletricidade cresceu 3% no mesmo período [6].

Esses números ajudam a compreender por que energia e dados já não podem ser analisados separadamente. A economia digital depende de eletricidade abundante, confiável, contratada, rastreável e economicamente viável. O dado é intangível, mas sua infraestrutura é profundamente física: rede, subestação, geração, redundância, refrigeração, conexão e segurança energética.

Nesse contexto, o setor elétrico passa a operar em uma zona de convergência entre infraestrutura e inteligência. A energia viabiliza os dados. Os dados reorganizam o consumo de energia. E ambos passam a influenciar investimentos, regulação e estratégias empresariais.

5. O coadjuvante de ontem pode ser o protagonista de amanhã

Uma das lições mais interessantes de narrativas como O Diabo Veste Prada está na mudança de posição dos personagens. Quem parecia periférico pode se tornar essencial quando o ambiente muda.

No setor elétrico, esse movimento é evidente.

O consumidor, antes visto como destinatário final do serviço, passa a ser agente ativo. A unidade consumidora deixa de ser apenas ponto de carga e pode se tornar ponto de geração, gestão, compensação, armazenamento ou flexibilização. A geração distribuída transforma telhados, terrenos e áreas remotas em ativos econômicos. O armazenamento reposiciona o tempo como variável de valor. Os data centers, que poderiam ser vistos apenas como clientes intensivos, tornam-se elementos de planejamento sistêmico. A inteligência artificial cria novas demandas e também novas ferramentas de operação, previsão e gestão.

Esse deslocamento exige revisão dos contratos, dos modelos de negócio e dos instrumentos regulatórios. Não basta vender energia. É preciso estruturar juridicamente a relação, definir responsabilidades, alocar riscos, prever hipóteses de indisponibilidade, tratar inadimplência, disciplinar rateios, estabelecer critérios de reajuste, observar regras de conexão, organizar dados de consumo e garantir compatibilidade com a regulação aplicável.

Em outras palavras: o protagonismo no setor elétrico não será de quem apenas possui ativos, mas de quem consegue integrá-los a uma estratégia jurídica, regulatória, técnica e comercial coerente.

6. Marca, estratégia e regulação andam juntas

A autoridade de Miranda Priestly não decorre apenas do cargo. Decorre da combinação entre reputação, visão, domínio técnico e capacidade de influência. No setor elétrico, a construção de autoridade segue lógica semelhante.

Empresas que atuam em energia precisam compreender que marca não é apenas identidade visual. Marca é confiança regulatória. É percepção de segurança. É clareza contratual. É capacidade de explicar riscos. É histórico de entrega. É postura diante de conflitos. É consistência entre discurso e prática.

Esse ponto é especialmente sensível em modelos que envolvem geração compartilhada, energia por assinatura, mercado livre, autoprodução, armazenamento, locação de ativos, gestão de créditos, consórcios e associações. A sofisticação comercial desses modelos exige equivalente sofisticação jurídica.

Não se trata de burocratizar a inovação. Trata-se de proteger sua continuidade.

Um modelo de negócio mal explicado pode ser percebido como arriscado mesmo quando é regulatoriamente viável. Um contrato frágil pode comprometer uma operação economicamente promissora. Uma estratégia comercial agressiva demais pode gerar passivo reputacional. Uma leitura regulatória superficial pode transformar oportunidade em litígio.

No setor elétrico, reputação e regulação se retroalimentam. Quem comunica bem reduz ruído. Quem estrutura bem reduz risco. Quem antecipa a mudança ocupa espaço antes da concorrência.

7. A rede é a nova passarela

A metáfora pode parecer ousada, mas é precisa: se na moda a passarela revela tendências, no setor elétrico a rede revela limites.

A rede mostra onde a expansão é possível, onde há gargalos, onde a conexão é controversa, onde o custo de reforço é elevado, onde a simultaneidade importa, onde o sinal locacional precisa ser discutido e onde a demanda futura pode pressionar o sistema.

A IEA destaca que, para atender ao crescimento da demanda elétrica até 2030, será necessário aumentar os investimentos anuais em redes em aproximadamente 50% em relação ao patamar atual de US$ 400 bilhões, além de ampliar cadeias de suprimento e enfrentar desafios de força de trabalho [7].

Esse ponto é decisivo para o Brasil. A transição energética não será vencida apenas com expansão da geração. Será vencida com rede, planejamento, previsibilidade, armazenamento, gestão de demanda, sinal econômico adequado e segurança jurídica.

A energia solar, a geração distribuída e os novos modelos de consumo precisam dialogar com o sistema elétrico real. A discussão madura não deve negar os desafios da rede, mas também não pode transformar qualquer desafio técnico em barreira genérica à inovação.

Entre a expansão desordenada e a restrição excessiva, há um espaço regulatório sofisticado: o espaço da alocação racional de custos, da transparência técnica, da previsibilidade contratual e da modernização dos sinais econômicos.

8. O mercado muda antes da regulação terminar de entender

A inovação raramente pede licença para acontecer no ritmo ideal da regulação. Foi assim com a mídia digital, com o comércio eletrônico, com as plataformas, com os serviços por assinatura e também tem sido assim com a energia.

A regulação é indispensável, mas frequentemente chega depois do primeiro impacto econômico. A Lei nº 14.300/2022 representou um marco importante para a micro e minigeração distribuída no Brasil, ao estabelecer o marco legal da geração distribuída e disciplinar o Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Ainda assim, a aplicação prática das regras segue gerando conflitos interpretativos, especialmente em temas como conexão, obras, prazos, faturamento, compensação, enquadramento e transição entre regimes.

A existência de bases públicas da ANEEL sobre pedidos de conexão de MMGD após a Lei nº 14.300/2022 evidencia a necessidade de acompanhamento permanente do tema e demonstra que a regulação não se encerra na publicação da lei. Ela se concretiza na prática das distribuidoras, nos procedimentos de conexão, nos pareceres de acesso, nas faturas, nas reclamações administrativas e, muitas vezes, no Judiciário [8].

É nesse ponto que  o nosso trabalho enquanto assessoria jurídica especializada deixa de ser atuação meramente reativa. Ela passa a cumprir função estratégica: antecipar riscos, estruturar modelos, interpretar sinais regulatórios, construir teses, prevenir litígios e dar segurança à inovação.

9. O consumidor não quer apenas energia, quer previsibilidade.

O luxo, na moda, não é apenas produto. É experiência, confiança, exclusividade e promessa cumprida.

Na energia, algo semelhante ocorre. O consumidor não deseja apenas fornecimento elétrico. Ele deseja previsibilidade de custo, segurança de abastecimento, estabilidade contratual, redução de risco e compreensão clara do que está contratando.

Essa mudança é profunda.

Quando uma empresa adere a uma solução de energia por assinatura, migra para o mercado livre, investe em geração própria, estrutura autoprodução, contrata armazenamento ou participa de geração compartilhada, ela não está apenas comprando energia. Está assumindo uma tese econômica e jurídica sobre seu futuro energético.

Por isso, o setor precisa abandonar abordagens simplistas. “Economia na conta de luz” é uma promessa insuficiente quando desacompanhada de governança, transparência e análise regulatória. O consumidor empresarial, especialmente, precisa compreender prazos, riscos, responsabilidades, critérios de reajuste, hipóteses de rescisão, impactos tributários, regras de medição, conexão e compensação.

A energia do futuro será contratada por quem entender que a previsibilidade é tão valiosa quanto o desconto.

10. O maior risco não é a mudança. é atravessá-la sem estratégia

A principal lição que o setor elétrico pode extrair de O Diabo Veste Prada 2 é que nenhum mercado permanece relevante apenas porque foi importante no passado.

A moda mudou. A mídia mudou. A tecnologia mudou. A energia está mudando.

E, em todos esses setores, o padrão se repete: primeiro, a mudança parece periférica; depois, parece incômoda; em seguida, torna-se inevitável; por fim, redefine quem lidera e quem apenas reage.

O setor elétrico brasileiro está diante desse exato ponto. A expansão da demanda, a digitalização, a descentralização, a transição energética, os data centers, a inteligência artificial, a abertura de mercado e a crescente judicialização das relações energéticas indicam que o futuro não será decidido apenas por quem possui ativos físicos, mas por quem souber integrar técnica, regulação, contratos, dados e comunicação.

A energia deixou de ser bastidor. Tornou-se palco.

E talvez seja essa a grande provocação: em um mundo no qual eletricidade sustenta inteligência artificial, infraestrutura digital, produção industrial, conforto térmico, mobilidade, segurança de dados e competitividade econômica, o setor elétrico não pode mais se comunicar como se fosse apenas uma conta no fim do mês.

Informação também é poder.

E, no setor elétrico, poder será cada vez mais de quem conseguir transformar informação em estratégia.

Conclusão

A associação entre O Diabo Veste Prada 2 e o setor elétrico pode parecer, à primeira vista, apenas um exercício criativo. Mas ela revela uma leitura mais profunda: mercados tradicionais não colapsam necessariamente por falta de relevância; muitas vezes, perdem espaço por não reconhecerem a tempo que sua relevância mudou de lugar.

O setor elétrico continuará sendo essencial. Mas a forma de gerar, consumir, contratar, compensar, armazenar, regular e comunicar energia está em plena transformação.

A nova liderança do setor não será construída apenas com capacidade instalada, contratos padronizados ou domínio técnico isolado. Será construída com visão sistêmica:

Técnica para compreender a infraestrutura.

Regulação para dar segurança.

Dados para antecipar movimentos.

Contratos para alocar riscos.

Comunicação para educar o mercado.

Estratégia para transformar mudança em oportunidade.

No fim, a maior lição talvez seja esta: não basta estar no setor elétrico. É preciso saber ler o setor elétrico.

Porque quem lê a transição antes dos outros não apenas acompanha o futuro.

Ajuda a escrevê-lo.

[1] 20TH CENTURY STUDIOS. The Devil Wears Prada 2. 20th Century Studios, 2026. Disponível em: https://www.20thcenturystudios.com/movies/the-devil-wears-prada-2. Acesso em: 3 maio 2026.

[2] AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Atendimento a pedidos de conexões MMGD — Mini e Microgeração distribuída — pós Lei 14300. Dados Abertos ANEEL, 2023. Disponível em: https://dadosabertos.aneel.gov.br/dataset/atendimento-mmgd-mini-e-micro-geracao-distribuida. Acesso em: 3 maio 2026.

[3] INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Electricity 2026: Executive summary. Paris: IEA, 2026. Disponível em: https://www.iea.org/reports/electricity-2026/executive-summary. Acesso em: 3 maio 2026.

[4] EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Estudo de Transmissão de Energia traz planejamento para cargas de hidrogênio e de Data Centers. EPE, [s.d.]. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/imprensa/noticias/estudo-de-transmissao-de-energia-traz-planejamento-para-cargas-de-hidrogenio-e-de-data-centers. Acesso em: 3 maio 2026.

[5] INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Energy and AI: Executive summary. Paris: IEA, 2025. Disponível em: https://www.iea.org/reports/energy-and-ai/executive-summary. Acesso em: 3 maio 2026.

[6] INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Data centre electricity use surged in 2025, even with tightening bottlenecks driving a scramble for solutions. Paris: IEA, 16 abr. 2026. Disponível em: https://www.iea.org/news/data-centre-electricity-use-surged-in-2025-even-with-tightening-bottlenecks-driving-a-scramble-for-solutions. Acesso em: 3 maio 2026.

[7] INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Electricity 2026: Grids. Paris: IEA, 2026. Disponível em: https://www.iea.org/reports/electricity-2026/grids. Acesso em: 3 maio 2026.

[8] AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Atendimento a pedidos de conexões MMGD — Mini e Microgeração Distribuída — pós Lei 14300. Portal de Dados Abertos da ANEEL. Disponível em: https://dadosabertos.aneel.gov.br/dataset/atendimento-mmgd-mini-e-micro-geracao-distribuida. Acesso em: 3 maio 2026.

As opiniões e informações expressas são de exclusiva responsabilidade do autor e não obrigatoriamente representam a posição oficial do Canal Solar.

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Juliana de Oliveira é advogada especializada no setor elétrico, com 14 anos de experiência na área. É CEO da Oliveira & Rohr Advocacia e da Oliveira & Rohr Empreendimentos, além de mestre em Direito.
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