A combinação entre avanço tecnológico, redução de custos e maior conhecimento sobre o mercado brasileiro abriu uma nova fase para a SolarEdge.
Depois de construir sua trajetória associada principalmente à eficiência, segurança e monitoramento, a fabricante ampliou sua competitividade e busca levar suas soluções a um número maior de projetos fotovoltaicos.
Em entrevista ao Canal Solar, executivos da companhia apontaram que esse movimento acompanha também uma transformação do próprio mercado, marcado por integradores mais criteriosos e consumidores mais informados sobre as tecnologias disponíveis.
“O mercado fotovoltaico brasileiro passou por um processo de amadurecimento e hoje encontramos integradores muito mais criteriosos na escolha das tecnologias que oferecem aos clientes. Nesse cenário, a SolarEdge mantém uma presença consistente no país e uma estrutura global de produção e operação que nos permite atender o mercado com qualidade, segurança e previsibilidade”, destaca Pedro Paulo Alves, Country Manager da SolarEdge no Brasil.
Na avaliação do executivo, essa mudança também chegou ao consumidor final e passou a influenciar os critérios considerados na decisão de compra.
“O consumidor final também mudou. Ele tem mais acesso à informação, conhece melhor as tecnologias disponíveis e está mais atento à qualidade e ao desempenho do sistema que está adquirindo. Isso faz com que o integrador precise olhar cada vez menos apenas para preço e potência e cada vez mais para o valor que aquela solução entregará ao cliente ao longo da vida útil do projeto”, acrescenta Alves.
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É nesse ambiente que a fabricante busca combinar os atributos tradicionalmente associados à sua tecnologia com uma maior competitividade econômica no mercado brasileiro.
“A SolarEdge oferece uma solução econômica sem abrir mão do que todo consumidor merece: segurança, eficiência e qualidade. Ao longo do tempo, a empresa aprofundou sua compreensão do mercado brasileiro e ampliou seus investimentos no país, tornando sua tecnologia cada vez mais acessível e alinhada à realidade e às necessidades do mercado”, afirma Lidia Barreto, gerente de Marketing da SolarEdge.
Preços mais competitivos
Um dos principais reflexos dessa evolução está nos preços. Segundo Anderson de Paulo, diretor Comercial da SolarEdge, o preço da solução, atualmente, é semelhante aos demais players do mercado.
“O mercado tem a mentalidade de comprar watt-pico. Quando observamos a produção do sistema ao longo do tempo e o baixo efeito de mismatch da usina, o watt-hora é maior. O investimento é um pouco maior, mas o watt-hora por real da SolarEdge é melhor”, explica de Paulo.
A proposta da fabricante é ampliar a análise econômica para além do investimento inicial, incorporando a produção de energia durante a vida útil da instalação e os custos relacionados à operação e manutenção.
Na avaliação do diretor, essa comparação se torna ainda mais relevante quando são colocados lado a lado sistemas com características equivalentes de segurança. Segundo ele, ao considerar a inclusão de dispositivos externos de desligamento rápido (RSD) em outras arquiteturas, a diferença de preço pode ser reduzida significativamente.
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Experiência ajuda a reduzir custos
A maior competitividade alcançada pela fabricante está diretamente relacionada, segundo de Paulo, à curva de aprendizado acumulada desde 2006.
A otimização em nível de módulo está presente na arquitetura da SolarEdge desde sua origem. Atualmente, a empresa trabalha com a quinta geração de otimizadores, resultado de sucessivas evoluções do equipamento ao longo de duas décadas.
“A SolarEdge trabalha há 20 anos, desde sua fundação, com o sistema de otimização. É um sistema criado, projetado e patenteado. Já estamos na quinta geração de otimizadores. Cada vez ficamos melhores no que fazemos, reduzindo os custos de produção e aumentando a eficiência do produto”, afirma de Paulo.
A experiência acumulada também permitiu à companhia incorporar mais recursos de segurança à arquitetura enquanto avançava na redução dos custos.
“Essa curva de aprendizado reduz o impacto financeiro. A cada ano conseguimos reduzir os custos e ser mais competitivos. Não é simplesmente um reposicionamento de mercado, mas uma adequação que a experiência vem nos permitindo trazer”, acrescenta.
Segurança acompanha evolução da tecnologia
Ao mesmo tempo em que busca tornar suas soluções mais competitivas, a SolarEdge mantém a segurança como um dos pilares de sua arquitetura.
A companhia possui tecnologias como o Desligamento Rápido e o AFCI desde do primeiro desenvolvimento de seus produtos, antes que esses recursos ganhassem maior espaço nas discussões do mercado fotovoltaico brasileiro.
“Segurança nunca foi diferencial, sempre foi parte da identidade da solução. Eficiência sempre foi a chave, com monitoramento avançado. A segurança era um bônus, que hoje virou exigência”, afirma Lidia.
Segundo a executiva, a estratégia da companhia sempre esteve ligada à antecipação de demandas que poderiam ganhar relevância com a evolução do setor.
“Desde a sua fundação, em 2006, a SolarEdge entregou soluções com Desligamento Rápido e AFCI, muito antes de isso ser uma questão, por exemplo, no Brasil”, destaca.
Esse movimento começa agora a alcançar outras frentes. Uma delas é a cibersegurança, tema que ganha importância à medida que inversores, sistemas de monitoramento e outros equipamentos passam a operar cada vez mais conectados.
A SolarEdge possui certificação em cibersegurança concedida pela alemã VDE. De acordo com Lidia, embora o assunto ainda não seja uma pauta frequente no Brasil, já faz parte da realidade dos mercados norte-americano, europeu e asiático.
“A SolarEdge vai além do que o mercado pede hoje, antecipando as necessidades de amanhã e pensando sempre no longo prazo”, afirma.
Eficiência, segurança e competitividade
A evolução dos preços adiciona um novo componente ao posicionamento construído pela SolarEdge ao longo dos últimos 20 anos.
Se eficiência, monitoramento e segurança estiveram no centro da proposta da fabricante desde sua fundação, a redução dos custos de produção e o amadurecimento da operação brasileira permitem agora colocar a competitividade econômica com maior peso nessa equação.
Para a empresa, isso também significa ampliar a forma como o retorno de um sistema fotovoltaico é avaliado. Além do custo por watt-pico instalado, a SolarEdge defende que a análise considere a energia produzida ao longo dos anos, os custos de operação e manutenção e as tecnologias incorporadas à instalação.
A combinação desses fatores é a aposta da fabricante para uma nova etapa de crescimento no Brasil: tornar mais acessível uma arquitetura desenvolvida ao longo de duas décadas, preservando os atributos de eficiência, segurança e tecnologia que acompanharam a marca desde sua origem.
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