GC Solar 22.71 GW GD Solar 50.47 GW
Mercado Internacional

Suspeita de sobrepreço trava licitação de energia solar no Rio Grande do Norte

Processo conduzido por um consórcio de municípios prevê contratos que somam mais de R$ 300 milhões

Canal Solar - Suspeita de sobrepreço trava licitação de energia solar no Rio Grande do Norte

Foto: Freepik

Uma suspeita de sobrepreço interrompeu uma licitação milionária voltada à instalação de sistemas de energia solar no Rio Grande do Norte. O processo conduzido pelo Cim Potiguar (Consórcio Intermunicipal Multifinalirário Potigar) previa contratos que somam R$ 308,9 milhões.

A paralisação ocorreu após análise do TCE-RN (Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte), que identificou problemas relevantes no planejamento da contratação e indícios de valores inflados, estimados em aproximadamente R$ 197 milhões acima do que seria esperado. A decisão é provisória.

O consórcio responsável e as empresas envolvidas ainda poderão apresentar esclarecimentos ao longo da análise do caso. De acordo com a área técnica do tribunal, há risco de prejuízo aos cofres públicos.

Entre os principais pontos levantados está o uso inadequado de um modelo de contratação normalmente aplicado a demandas padronizadas e recorrentes. No caso em questão, o objeto envolve obras e serviços de engenharia mais complexos e pontuais, o que não se encaixa nesse formato.

Outro problema apontado foi a falta de detalhamento técnico: o edital não especificou condições básicas para a execução dos projetos em cada município, como características dos terrenos, necessidades da rede elétrica local e aspectos ambientais.

Essas definições acabariam sendo transferidas para a empresa vencedora, o que reduz a previsibilidade dos custos e a transparência do processo. A estrutura da licitação também chamou atenção.

Diferentes tipos de serviços, equipamentos e obras foram agrupados em um único item, sem definição clara de quantidades e locais de instalação. Na avaliação técnica, esse modelo dificulta a comparação de preços e o controle dos gastos.

Os auditores ainda identificaram uma diferença expressiva nos valores estimados. Enquanto referências de mercado indicam um custo médio de cerca de R$ 2.500,00 por quilowatt-pico no estado, a licitação considerava valores próximos de R$ 8.100,00 por quilowatt-pico, mais de três vezes acima da média.

Diante desse cenário, o Tribunal determinou a suspensão imediata do processo e de qualquer contratação vinculada à licitação, como forma de evitar possíveis perdas financeiras.

Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.

Wagner Freire
Sobre o autor
Wagner Freire

Wagner Freire é jornalista graduado pela FMU. Atuou como repórter no Jornal da Energia, Canal Energia e Agência Estado. Cobre o setor elétrico desde 2011. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Deixe seu comentário

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.