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Transição energética: uma questão de inclusão

Transição energética é uma questão de dignidade para muitas populações

Autor: 12 de janeiro de 2024janeiro 22nd, 2024Opinião
3 minutos de leitura
Transição energética: uma questão de inclusão

Foto: Freepik

A transição energética é, antes de uma necessidade urgente para conter as mudanças climáticas, uma questão de dignidade para muitas populações. Explico. 

O ponto-chave da transição energética é ter uma visão estratégica para que se torne uma alavancagem de negócios sustentáveis. Há localidades no Brasil que sofrem com a exclusão energética. Falo de estados como o Amazonas, onde grande parte das comunidades, sobretudo afastadas da capital, sequer tem acesso à energia elétrica.

Então, o que se ouve por lá são argumentos de que falar em transição energética diante de um cenário deste onde as comunidades ribeirinhas e até menos distantes da capital, Manaus, ainda não recebem energia elétrica, soa como “artigo de luxo”, pois receber a eletricidade seria um grande passo.

A transição energética precisa ser difundida como parte do cotidiano da sociedade. Não pode ser limitada a ações benevolentes feitas por e para os países ricos, restrita a empresas que têm poder aquisitivo e, geralmente, com presença internacional, o que as torna capazes de difundir esses modelos globalmente. 

Ações locais guiadas pela orientação global são possíveis. Adotar um pensamento estratégico para a transição energética em uma região como a Amazônia deve considerar a possibilidade de se levar painéis solares para que essas comunidades tenham acesso à eletricidade.  

Esta seria uma solução muito mais eficiente do que levar motores geradores de energia que funcionam à base de diesel (por sua vez mais poluente e com custos de manutenção e de aquisição do combustível elevados). Por isso, precisamos pensar a transição de forma estratégica pode abrir o novo ciclo de prosperidade baseado em negócios sustentáveis. 

Como vem sendo demonstrado, a união de todos os estados que compõem a região da Floresta Amazônica, através do Consórcio Amazônia Legal, tem medidas para proteger a floresta. Mas é preciso pensar e planejar. Como falamos no Brasil, fazer a limonada com apenas um limão.

A instalação de painéis solares combinada a uma solução de armazenamento de energia pode ser muito competitiva para essas regiões.  Se eles não têm nada, por que em vez de trazer motores a diesel, não levamos diretamente para eles uma solução energética de fonte renovável, como os painéis solares? 

Assim, essas comunidades já vão poder dar este passo rumo à transição energética e, inclusive, fazer disso uma vitrine para o estado de Amazonas, no coração de uma região que o mundo todo reconhece a necessidade de protegê-la, para o bem-estar do planeta, e está no centro das atenções, principalmente com a presidência brasileira do G-20 ao longo de 2024 e a realização da COP-30, em Belém (PA) em 2025.

 

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Aurélien Maudonnet

Aurélien Maudonnet

CEO da Helexia Brasil. Tem mais de 20 anos de experiência profissional, atuando há mais de 13 anos no setor de energia renovável. Possui MBA em gerenciamento internacional de negócios pela TRIUM (NYU Stern Nova York, HEC Paris, LSE Londres), em sua trajetória ocupou os cargos de CEO da Areva Renewable Brasil e CFO LATAM da Voltalia.  À frente da Helexia, participa ativamente do debate sobre os cenários e caminhos da energia solar com um olhar jovem e apurado.

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