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4,1 GW de empreendimentos centralizados entrarão em operação até 2022

Segundo levantamento da Greener, módulos bifaciais se tornaram modelos usados em grandes projetos solares brasileiros

Autor: 15 de abril de 2021Brasil
4,1 GW de empreendimentos centralizados entrarão em operação até 2022

A geração de energia solar promete seguir a todo vapor nos próximos anos. De acordo com perspectivas da Greener, cerca de 4,1 GW de empreendimentos solares de GC (geração centralizada) deverão entrar em operação no Brasil até 2022.

Os números foram apresentados durante o webinário “Desafios e tendências da energia fotovoltaica no Brasil em 2021”, realizado pela Trina Solar, em parceria com o Canal Solar. 

“É um volume importante e que já está em fase de pré-contração ou construção. Hoje, o Brasil conta com grandes usinas centralizadas gerando algo em torno de 3,4 GW”, disse o diretor da Greener, Marcio Takata.

Leia mais: Módulos de 670W estarão disponíveis no Brasil a partir do 2º semestre

Segundo o levantamento, cerca de 13,3 GW de outorgas para empreendimentos solares no Mercado Livre foram mapeados até janeiro deste ano. Desse montante, mais de 8,4 GW já possuem acordos de PPAs firmados. Atualmente, dos 4,6 GW de projetos para o mercado regulado, cerca de 1,2 GW ainda estão em fase de planejamento ou construção.

A pesquisa destaca também que os módulos bifaciais se tornaram exemplos em grandes empreendimentos brasileiros e que 100% dos contratos mapeados no ano passado, seja no ambiente de contratação livre (ACL) ou no ambiente de contratação regulada (ACR), irão utilizar módulos bifaciais.

“A energia solar tem evoluído de maneira bastante significativa nos últimos anos e essa evolução tecnológica é um driver fundamental para que o setor alcance cada vez mais pessoas. Estamos caminhando muito bem para isso”, afirmou Takata.

O estudo revela ainda que a topologia string vem crescendo no mercado brasileiro de GC. De todos os contratos mapeados desde 2020, cerca de 66% irão utilizar os inversores string. Empresas dos setores de mineração e de química são hoje, segundo o levantamento, as que mais demandam projetos solares no mercado livre.

Segundo Takata, os bancos brasileiros de fomento, em especial o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), são as principais linhas de financiamento dos empreendimentos solares. 

“A questão da financiabilidade é um elemento fundamental nesse contexto, pois permite que o empreendedor tenha, no final, uma condição de preço de energia mais eficiente”, comentou.

Henrique Hein

Henrique Hein

Atuou como repórter no jornal Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o setor de energia solar fotovoltaica, cobrindo as editorias de Mercado e Tendências; Negócios e Empresas; Cases e Bastidores da Política.

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