Cerca de 49% das medidas previstas na Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 já foram executadas até o fim do primeiro trimestre deste ano. O dado consta no Relatório de Monitoramento, divulgado na última sexta-feira (30) pelo MME (Ministério de Minas e Energia).
De acordo com o documento, o acompanhamento abrange 27 ações preventivas estruturadas com o objetivo de mitigar riscos operacionais, ampliar a resiliência do sistema elétrico nacional e assegurar o atendimento eletroenergético em diferentes cenários de operação.
Ainda conforme o relatório, parte das ações já concluídas está diretamente ligada ao fortalecimento da segurança energética nacional, com foco na ampliação da oferta e na confiabilidade do sistema.
Entre os principais avanços, segundo o documento, está a viabilização da operação da Usina Hidrelétrica de Jirau na cota de 90 metros.
Com a medida, de acordo com o MME, será possível incorporar até 236,5 MW médios de geração ao SIN (Sistema Interligado Nacional), contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda de energia.
Outro destaque apontado no relatório foi a realização dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026, considerados estratégicos para o planejamento do sistema elétrico.
Segundo o ministério, os leilões viabilizam a contratação de usinas termelétricas e a ampliação de empreendimentos hidrelétricos, garantindo fontes complementares de geração e reforçando a confiabilidade operativa do sistema.
Agenda do segundo trimestre
Para o segundo trimestre, a agenda prevê a continuidade das ações com foco na ampliação da segurança energética e na flexibilidade operativa do sistema.
Entre as medidas previstas estão a realização de leilões de reserva de capacidade com foco em armazenamento, a prorrogação de regras que permitem maior flexibilidade na operação de usinas termelétricas e a avaliação da retomada do horário de verão em 2026.
Também estão previstas iniciativas para aumentar a disponibilidade de usinas termelétricas no mercado, além da análise de medidas como o despacho antecipado de térmicas e a importação de energia.
O plano inclui ainda estudos voltados à integração de gasodutos e do parque termelétrico na região Norte, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura energética e ampliar a segurança do sistema.
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