A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta quarta-feira (22), novos reajustes tarifários que já começaram a valer para distribuidoras de energia em nove estados do Brasil.
Os índices variam conforme a concessionária e a classe de consumo, impactando imediatamente tanto consumidores residenciais quanto clientes de média e alta tensão (indústrias e comércios) em quatro das cinco regiões do país.
O movimento já vinha sendo antecipado pelo mercado e pelo próprio setor elétrico. Na semana passada, reportagem do Canal Solar mostrou que diversos estados ainda teriam reajustes programados ao longo de abril, indicando a intensificação do ciclo tarifário no período.
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Segundo a ANEEL, os aumentos aprovados foram impulsionados principalmente por fatores como encargos setoriais, custos de compra e transmissão de energia na maior parte das áreas de concessão.
Confira abaixo os aumentos aprovados:
Sul e Sudeste
Nas regiões Sul e Sudeste, os índices aprovados pela ANEEL apresentam as maiores variações, com efeitos médios que superam os 10% para o consumidor.
No Paraná, a CPFL Santa Cruz, que também atende municípios de Minas Gerais e São Paulo, teve um aumento médio definido em 15,12%. O impacto é sentido com mais força nas residências, onde a elevação chega a 17,74%, enquanto para a alta tensão o ajuste foi de 9,71%.
Em São Paulo, os consumidores atendidos pela CPFL Paulista terão um reajuste com efeito médio de 12,13%. Para as unidades residenciais, o aumento será de 9,15%. Já o setor de alta tensão terá a variação mais elevada, atingindo 18,75%.
Centro-Oeste
Na região Centro-Oeste também foram aprovados reajustes elevados, com Mato Grosso do Sul liderando os índices de aumento para o consumidor residencial. No Mato Grosso, o foco do reajuste recai sobre o setor industrial.
Em Mato Grosso do Sul, a Energisa-MS teve um dos maiores reajustes aprovados do período, com efeito médio de 12,11%. Para os consumidores residenciais, o índice será de 11,75%, com variações próximas nas demais classes de consumo.
Já a Energisa-MT, que atende cerca de 1,7 milhão de unidades consumidoras, teve aprovado um reajuste médio de 6,86%. A elevação será de 5,27% para clientes residenciais e de 10,42% para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas.
Nordeste
Na região Nordeste, quatro concessionárias tiveram seus novos índices validados pela ANEEL. Na Bahia, a Neoenergia Coelba teve um reajuste médio aprovado de 5,85%. O impacto será maior para a alta tensão (10,21%), enquanto para os consumidores de baixa tensão o índice ficou em 4,19%. Especificamente para as residências, o aumento médio será de 3,93%.
Em Sergipe, a Energisa-SE registrou o maior efeito médio da região, com 6,86%. O peso principal recai sobre a média e alta tensão, que terão alta de 12,36%, enquanto o reajuste residencial será de 5%.
No Ceará, a Enel-CE teve aprovado a aplicação de um reajuste médio de 5,78%. Para os clientes residenciais, a elevação é de 4,30%. Já as indústrias e grandes empresas (alta tensão) enfrentarão um aumento de 9,61%.
Por fim, no Rio Grande do Norte, a Neoenergia Cosern teve um ajuste médio fixado em 5,4%. Consumidores de baixa tensão sentirão uma variação de 3,74%, ao passo que para a alta tensão o índice chegará a 10,9%.
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