A divisão de armazenamento de energia da Tesla, alavancada pelo sucesso comercial do sistema de baterias Megapack, passou a ocupar um papel importante na geração de receitas e na rentabilidade da companhia de Elon Musk.
A solução voltado para usinas de grande porte da empresa foi projetada para estabilizar a rede elétrica, evitar quedas de energia e integrar fontes de energia renováveis, como eólica e solar.
O desempenho do equipamento voltado a concessionárias de energia e grandes consumidores transformou a divisão de energia em um dos principais motores de crescimento da Tesla, ao lado de seu tradicional negócio de veículos elétricos.
Os números consolidados do encerramento do exercício de 2025 mostram que a área de geração e armazenamento de energia assumiu um protagonismo inédito dentro da companhia. A receita da divisão de geração e armazenamento de energia alcançou US$ 12,77 bilhões no ano passado, avanço de 27% em relação aos US$ 10,09 bilhões registrados em 2024.
O resultado foi incrementado principalmente pelo Megapack, cujas instalações atingiram o recorde de 46,7 GWh em 2025, crescimento de 49% sobre o ano anterior. O desempenho da divisão energética ocorreu justamente em um momento de maturação do mercado global de veículos elétricos, reforçando a mudança gradual no perfil de negócios da Tesla.
Embora a fabricação de automóveis continue respondendo pela maior parte do faturamento da empresa, as soluções de armazenamento de energia passaram a representar uma parcela cada vez mais relevante da geração de resultados.
Rentabilidade
Mais do que crescer em faturamento, a área de energia passou a gerar retornos proporcionalmente superiores aos obtidos com a atividade automotiva. Segundo os dados apresentados pela empresa, a margem bruta da divisão de energia permaneceu entre 29,8% e 31,4% ao longo de 2025.
No segmento de veículos elétricos, por outro lado, a margem recuou para um intervalo entre 15% e 17%, praticamente a metade do observado nas operações ligadas ao armazenamento de energia.
Na prática, isso significa que cada dólar obtido com a comercialização de baterias e soluções energéticas gerou um retorno significativamente maior do que o obtido com a venda de automóveis.
Com lucro bruto consolidado de US$ 17,09 bilhões em 2025, estima-se que cerca de US$ 3,8 bilhões tenham sido provenientes da divisão de energia, o equivalente a aproximadamente 22% do resultado bruto total — participação próxima de um quarto do lucro da empresa.
IA
Ainda com relação ao Megapack, o crescimento da inteligência artificial e da construção de grandes data centers elevou a necessidade de soluções capazes de garantir estabilidade e flexibilidade às redes elétricas, ampliando a demanda por sistemas de armazenamento de grande porte.
Outro fator apontado para o avanço do negócio foi o início das operações da Megafactory de Xangai, inaugurada em fevereiro de 2025 e dedicada exclusivamente à fabricação desses equipamentos. A unidade permitiu ampliar a escala de produção e reduzir custos industriais por meio do uso de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), contribuindo para manter margens elevadas na divisão de energia.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.