O banco BTG Pactual pediu autorização ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para virar o único dono de três usinas de energia solar distribuída da Thopen Energia – empresa que passa por uma crise financeira com dívídas da ordem de R$ 4,56 bilhões.
A mudança de sociedade deve acontecer porque o BTG funcionou como um “fiador” para essas usinas. Como a Thopen não conseguiu pagar suas obrigações, o banco informou que vai usar as garantias do contrato para pegar as ações dessas empresas. As três usinas em questão estão localizadas no munícipio de Linhares (ES).
Atualmente, o grupo BTG Pactual atua no segmento de GD por meio das usinas Três Pontas I e II, localizadas no interior de Minas Gerais. Com a oportunidade de assumir as novas usinas da Thopen, a instituição financeira busca expandir sua presença no setor elétrico.
Por que a Thopen entrou em crise?
A Thopen é uma das maiores empresas de GD do país, sendo responsável por produzir energia para clientes como Smart Fit, RD Saúde e os Correios. No momento, a companhia enfrenta um quadro agudo de escassez de liquidez, atribuído tanto às condições do mercado quanto a decisões estratégicas adotadas por gestões anteriores.
Para tentar se salvar, obteve na Justiça do Rio de Janeiro uma tutela de urgência para proteção contra credores enquanto prepara um pedido de recuperação judicial. A medida permite que a empresa tenha um período para negociar suas dívidas antes da formalização do processo.
Thopen, um dos maiores grupos de GD do país, prepara pedido de recuperação judicial
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