16 de agosto de 2022
solar
No Brasil Hoje

Potencia GC SolarGC 5,61GW

No Brasil Hoje

Potencia GD SolarGD 12,2W

CETESB está preparada para licenciar novas plantas solares

Afirmação foi feita por Patrícia Iglecias, diretora-presidente da companhia, durante o 9º Fórum LIDE de Energia – edição 2021

Autor: 3 de setembro de 2021setembro 6th, 2021Brasil
CETESB está preparada para licenciar novas plantas solares

“Estamos preparados para analisar e licenciar as novas plantas para geração solar”. É o que destacou Patrícia Iglecias, diretora-presidente da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), durante o 9º Fórum LIDE de Energia – edição 2021.

Em função da atualidade do tema, um dos painéis de maior interesse foi o que tratava dos impactos da energia nas mudanças climáticas. Ao longo do evento, Patrícia discorreu sobre a importância do licenciamento de usinas fotovoltaicas. 

Segundo ela, os principais ganhos ambientais das plantas fotovoltaicas referem-se à implantação e operação sem impactos ambientais significativos, já que envolvem a baixa supressão de vegetação, movimentação de terra pouco expressiva, pouca ou nenhuma interferência com fauna e recursos hídricos, e geração de energia renovável e não poluente.

“Dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) em 2020 apontaram que a fonte solar movimentou mais de R$ 13 bilhões de negócios e gerou 86 mil novos empregos em todo território brasileiro”, ressaltou. 

Leia mais: Brasil atinge 10 GW de potência operacional solar

Mais análises

Ao longo do evento, a diretora da CETESB comentou ainda sobre o consumo de eletricidade, considerado, de acordo com a mesma, a maior fonte antrópica das emissões de gases de efeito estufa ou 73% das emissões mundiais. Esse consumo inclui, por exemplo, transporte, fabricação e construção, emissões fugitivas e outras queimas de combustível.

Segundo a companhia, conforme dados de 2016, a geração de calor e eletricidade é responsável por 30% do total de emissões de GEE (gases de efeito estufa) – o que equivale a 15 giga toneladas de CO₂.

O Inventário Nacional de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa, atualizado em 2016, indicou o setor de energia como responsável por 46% das emissões totais de dióxido de carbono e o segmento de transporte por 22,9% das emissões nacionais de CO₂.

Nesse sentido, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo relatou que definiu 32 ramos da economia sujeitos a inventariar suas emissões de GEE e entregar as informações, anualmente. 

“Com isso, reunimos tais dados, que são, posteriormente, utilizados nas análises de licenciamento, especialmente, de grandes empreendimentos de energia”, disse Patrícia.

Patrícia Iglecias durante o 9º Fórum LIDE de Energia – edição 2021. Foto: reprodução

A maioria das UHEs (usinas hidrelétricas) em São Paulo, por exemplo, é licenciada ou licenciável na CETESB, com exceção das emitidas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Segundo a empresa, os novos licenciamentos incluem, principalmente, PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas), visto que o potencial para UHEs já é bem explorado no estado.

“Eu acredito no trabalho conjunto, em mostrar que o órgão público não está estanque, mas que busca soluções e alternativas com empreendedores e com a academia, em prol de um desenvolvimento sustentável que garanta qualidade de vida para a nossa e as futuras gerações”, finalizou a executiva.

Foto: reprodução

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

Comentar

*Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Canal Solar.
É proibida a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes e direitos de terceiros.
O Canal Solar reserva-se o direito de vetar comentários preconceituosos, ofensivos, inadequados ou incompatíveis com os assuntos abordados nesta matéria.