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Mercado Internacional

China deverá controlar quase 40% do mercado global de extração de lítio até 2030, diz Wood Mackenzie

Avanço chinês ocorre em um momento de forte expansão dos sistemas de armazenamento de energia com baterias

China deverá controlar quase 40% do mercado global de extração de lítio até 2030, diz Wood Mackenzie

Foto: Victor Fagundes/Sede

A China está a caminho de controlar quase 40% de todo o lítio extraído no mundo até 2030, segundo uma nova análise publicada pela Wood Mackenzie nesta segunda-feira (25).

O movimento reforça a crescente influência chinesa sobre a cadeia de baterias, considerada estratégica para os setores de armazenamento de energia e veículos elétricos.

Atualmente, o país já domina grande parte da fabricação mundial de baterias. Agora, segundo a consultoria, empresas chinesas também ampliam rapidamente sua presença sobre a extração do principal mineral utilizado nesses sistemas.

Enquanto isso, a participação da Austrália (que durante anos liderou a produção mundial de lítio) deve cair de 43% em 2020 para 25% até o fim da década, perdendo a liderança global justamente para a China, cuja participação era de 24%.

Além da China, a Wood Mackenzie também prevê crescimento acelerado da produção de lítio em outras regiões, principalmente na África, que deve responder por 13% da produção mundial até 2030. Em 2020, essa participação era praticamente nula.

Foto: Wood Mackenzie/Divulgação

“O crescimento da produção está se tornando mais diversificado geograficamente, mas a propriedade dos ativos continua concentrada em poucas empresas”, afirmou Allan Pedersen, diretor de pesquisa da Wood Mackenzie.

A consultoria destaca ainda que mineradoras chinesas vêm ocupando espaços deixados por investidores ocidentais, que passaram a adotar postura mais cautelosa em novos projetos de mineração.

O que isso muda para o mercado de armazenamento?

O avanço chinês sobre o lítio ocorre em um momento de forte expansão global dos sistemas de armazenamento de energia com baterias.

A expectativa é que a demanda pelo mineral continue crescendo nos próximos anos impulsionada pela expansão dos carros elétricos, pelo avanço do armazenamento de energia e pela necessidade de flexibilização de sistemas elétricos com maior participação de fontes renováveis.

“À medida que os governos intensificam os esforços para garantir cadeias de suprimento de minerais críticos, a concentração da propriedade do lítio em diferentes regiões produtoras continuará sendo uma preocupação estratégica e política crescente”, destaca a consultoria.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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