A energia solar alcançou um marco histórico na China ao superar, pela primeira vez na história, a capacidade instalada das usinas movidas a carvão no país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pela NEA (Administração Nacional de Energia, na sigla em inglês).
“Pela primeira vez, a capacidade instalada de energia fotovoltaica superou a da energia à base de carvão, tornando-se a categoria de fonte de energia mais ampla da China”, destacou a autoridade energética.
Ao final de julho, a capacidade solar instalada chinesa chegou a 1,286 TW, volume ligeiramente acima dos 1,285 TW registrados pelas usinas a carvão. Com o resultado, a fonte fotovoltaica passou a ocupar a primeira posição entre as tecnologias de geração de energia do país quando considerada a capacidade instalada.
Segundo a NEA, tanto a expansão da capacidade quanto a geração proveniente da fonte solar mantêm ritmo acelerado de crescimento. O órgão também destacou o avanço das fontes renováveis no atendimento à demanda e na segurança do fornecimento de eletricidade.
China amplia participação das fontes renováveis
A ultrapassagem ocorre em meio à rápida expansão do parque renovável chinês, impulsionada principalmente pela instalação de novos projetos solares em diferentes escalas.
Em 2025, a China se tornou o primeiro país do mundo a superar 1 TW de capacidade fotovoltaica instalada. O marco foi alcançado ainda no primeiro semestre daquele ano, mais de um ano antes da previsão da IEA (Agência Internacional de Energia), que projetava o resultado para 2026.
Avanço da solar reduz espaço dos combustíveis fósseis
O crescimento da energia solar faz parte da estratégia chinesa de ampliar a participação das fontes renováveis e reduzir gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis. Durante décadas, o carvão ocupou posição central no desenvolvimento econômico e no abastecimento energético do país.
Ao mesmo tempo, sua utilização em larga escala contribuiu para tornar a China o maior emissor mundial de dióxido de carbono. Por causa disso, o país estabeleceu como metas alcançar o pico das emissões de carbono antes de 2030 e atingir a neutralidade de carbono antes de 2060.
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