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Confira as projeções para o mercado fotovoltaico no 2º semestre

Especialistas discorreram sobre o tema no Fórum GD Centro-Oeste, que acontece em Cuiabá (MT)

Autor: 12 de agosto de 2021Brasil
Confira as projeções para o mercado fotovoltaico no 2º semestre

“Esperamos uma aceleração do mercado fotovoltaico neste segundo semestre. Está sendo bem perceptível, dado a tudo que foi represado durante o período pandêmico”. É o que afirmou Kirk Bardini, chefe de vendas da WEG Solar.

O executivo – que participou nesta quarta-feira (11) do Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste, que começou ontem (11) e termina hoje (12) em Cuiabá (MT) – comentou a respeito das projeções para o setor em 2021 e destacou a importância da integração da solar com o armazenamento de energia.

Leia mais: Baterias podem auxiliar na integração entre solar e outras fontes

“Conforme as coisas andarem com a parte de regulamentação, vamos ter neste ano a possibilidade de vender as baterias em forma comercial para sistemas on-grid. Penso que isso vai ser de fato um grande passo”, disse. 

“Quando falamos de armazenamento estamos agregando um mercado gigantesco com a solar. O potencial para nós é realmente muito grande”, ressaltou Bardini, acrescentando que a expectativa é que ainda esse ano o segmento fotovoltaico [geração centralizada] alcance a marca de 4 GW. Atualmente, possui 3,4 GW de potência – o que corresponde a 1,9% da matriz elétrica brasileira.

Roberto Valer, coordenador do centro de treinamentos na PHB Solar, também discorreu sobre as projeções para o segundo semestre e enfatizou que o setor está lutando para a aprovação do PL 5829, que visa a criação do marco legal da GD (geração distribuída) no Brasil. “Esperamos que seja aprovado o mais rápido possível”.

“Além disso, temos a crise hídrica, que está aumentando as tarifas elétricas. Por outro lado, é um problema que de certa forma favorece o setor solar, já que mais pessoas vão começar a demandar sistemas fotovoltaicos porque é uma forma de economizar na conta de luz”, comentou. 

Leia mais: Crise hídrica e alta na conta de luz impulsionam adesão dos brasileiros à energia solar

Mercado tecnológico

Com relação às expectativas do mercado tecnológico, Valer apontou haver inversores com maiores proteções e com maior potência que já conseguem acompanhar a medição da curva I-V – essencial para fazer, por exemplo, o que seria um ensaio da NBR 16.274, que estabelece os testes e as documentações mínimas que devem ser compiladas após a instalação de um sistema fotovoltaico conectado à rede.

“Outro ponto é que os módulos bifaciais estão chegando agora também com um preço muito interessante. São painéis que têm um tempo de vida útil um pouco maior e uma queda de desempenho um pouco menor. Estatísticas de entidades internacionais mostram, inclusive, que os bifaciais representarão grande parte do market share nos próximos anos”, relatou o especialista. 

“Referente ao armazenamento, como já foi comentado, todos os grandes fabricantes e fornecedores já estão tentando ver soluções deste tipo. Temos a RAC (Regulamento de Avaliação da Conformidade) que está sendo revisada e a NBR 16.149 e 16.150 que acompanham também a revisão da RAC – o que nos permitirá instalar de maneira oficial sistemas conectados com baterias”, completou. 

Mais análises

Leonardo Rodrigues, coordenador da Área de Suporte Técnico da Renovigi, foi um dos diversos profissionais que participaram do Fórum GD e traçaram projeções para o restante de 2021. De acordo com ele, o que se enxerga, por um histórico, é que o segundo semestre tende realmente a ser mais aquecido. 

“O que me deixa mais motivado é que vejo que todos os fornecedores estão mobilizados no desenvolvimento de novos negócios e novas tecnologias, trazendo de fora materiais top de linha e elevando o Brasil, consequentemente, a um nível europeu, asiático. Ademais, elevar o nível de discussão é importante para ampliar ideias e alinhar visão de mercado para otimizar a parte comercial”, destacou. 

Leonardo Rodrigues, coordenador da Área de Suporte Técnico da Renovigi, durante o Fórum GD Centro-Oeste

“Então, temos sim boas projeções para esse ano. Eventos como o Fórum GD e a Intersolar aquecem o segmento, e isso é ótimo. Ademais, o desenvolvimento das tecnologias de armazenamento e a viabilização desses equipamentos – bem como os módulos bifaciais, de maior potência, inversores acompanhando a potência dos painéis, em termos de corrente elétrica e tensão – deixam ainda mais seguro o setor fotovoltaico”, reforçou Rodrigues.  

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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