A Copel prevê investir R$ 17,8 bilhões entre 2026 e 2030 em geração, transmissão e distribuição de energia no Paraná. O programa, que começa com R$ 3 bilhões previstos para este ano, concentra a maior parcela dos recursos na rede de distribuição, mas também inclui obras para ampliar a capacidade de geração e modernizar a infraestrutura de transmissão.
Dos R$ 3 bilhões programados para 2026, R$ 1,94 bilhão será aplicado na distribuição, o equivalente a cerca de dois terços do orçamento anual destinado aos três segmentos. No horizonte de cinco anos, a área também permanece como principal destino dos investimentos, com R$ 13,4 bilhões projetados até 2030.
Os recursos estão sendo direcionados à expansão e modernização da rede, incluindo novos circuitos alimentadores, automação e instalação de mais de 3 mil equipamentos, entre religadores automáticos, reguladores de tensão e transformadores em subestações.
O programa prevê ainda a implantação de mais de 3.500 quilômetros de novas redes em diferentes regiões do Estado, entre ampliações, reforços e substituição de estruturas existentes.
Entre as entregas de 2026 estão 1.032 novos religadores automáticos, com investimento aproximado de R$ 95 milhões, e 363 bancos reguladores de tensão, que representam R$ 12 milhões.
Segundo a companhia, os equipamentos ampliam a automação, permitem identificar e recompor ocorrências com maior agilidade e contribuem para a qualidade do fornecimento.
Modernização de usinas
A geração terá R$ 441,5 milhões em investimentos em 2026, com prioridade para a ampliação da capacidade instalada e a modernização de usinas hidrelétricas.
Entre os projetos estão empreendimentos associados ao LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade), incluindo aportes de R$ 190 milhões na ampliação da hidrelétrica Foz do Areia, e de R$ 541 milhões na hidrelétrica Segredo.
Outro projeto relevante está em Antonina, na hidrelétrica Parigot de Souza. A modernização tem investimento total de R$ 300 milhões e prevê a substituição dos principais componentes das quatro unidades geradoras.
Desse montante, R$ 130 milhões foram aplicados em 2026. A primeira unidade reformada está na fase final de comissionamento, com previsão de retorno à operação ainda neste ano.
De acordo com a Copel, os investimentos em geração têm como objetivos reforçar ativos considerados estratégicos, aumentar a capacidade de produção renovável e elevar a eficiência e a confiabilidade das usinas diante da expansão esperada da demanda.
Alta tensão
Na transmissão, a previsão para 2026 é de R$ 449,8 milhões, dos quais R$ 414,6 milhões serão destinados especificamente a programas de reforço e modernização da infraestrutura de alta tensão.
Um dos principais projetos é a modernização de instalações que fazem parte do SIN (Sistema Interligado Nacional). As obras somam R$ 160 milhões e abrangem sete projetos em subestações distribuídas por diferentes regiões do Paraná. A estimativa é de que as intervenções beneficiem diretamente cerca de 2 milhões de clientes.
Além de ampliar a capacidade operacional da rede, os projetos têm como foco elevar a confiabilidade e a segurança do fornecimento para consumidores residenciais, comerciais e industriais, além das atividades do agronegócio.
No planejamento até 2030, a Copel prevê ainda novas subestações, ampliações e modernizações de instalações, reforços na rede de alta tensão, expansão da capacidade de geração e adoção de tecnologias voltadas à eficiência operacional e à qualidade do serviço.
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