A carga de energia elétrica no Brasil deve atingir 80.790 MW médios em maio. Se confirmada, a projeção representa um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço deve ser observado em todas as regiões, com maior destaque para o Norte e o Nordeste, ambos com alta de 5,8%. No Sul, o crescimento estimado é de 3,2%, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste deve registrar elevação mais moderada, de 1,1%.
Os dados fazem parte do novo boletim do PMO (Programa Mensal de Operação), divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
Em termos absolutos, a carga prevista é de:
- 44.613 MW médios no Sudeste/Centro-Oeste;
- 13.945 MW médios no Nordeste;
- 13.670 MW médios no Sul;
- 8.562 MW médios no Norte.
Segundo o Operador, o crescimento está dentro do padrão esperado para o período. Ainda assim, ocorre em um cenário de menor contribuição das hidrelétricas, o que pode pressionar o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) e manter o acionamento de bandeiras tarifárias.
Em maio, está em vigor a bandeira amarela, indicando custo adicional para os consumidores do mercado cativo.“Seguimos acompanhando os diferentes cenários para adotar as medidas operacionais necessárias e garantir o melhor uso dos recursos disponíveis”, afirmou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.
Previsão de chuvas
A previsão de chuvas, medida pela ENA (Energia Natural Afluente), indica volumes abaixo da média histórica em todos os subsistemas. O Sul apresenta a melhor estimativa, com 97% da MLT (Média de Longo Termo). Para o Sudeste/Centro-Oeste, a projeção é de 80%; no Norte, 79%; e no Nordeste, 56%.
Já os níveis de armazenamento dos reservatórios (EAR) devem permanecer mais elevados no Norte, com 97,9%. Em seguida aparecem o Nordeste (94,5%), o Sudeste/Centro-Oeste (68,5%) e o Sul (54,4%).
O CMO (Custo Marginal de Operação), indicador que orienta o cálculo do PLD, deve ficar em: R$ 232,57 no Sul; R$ 231,16 no Sudeste/Centro-Oeste; R$ 289,25 no Norte; e zerado no Nordeste. Esse indicador reflete o custo de atender à próxima unidade de demanda e serve como base para o preço da energia no mercado spot.
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