O ONS (Operador Nacional do Sistema) reduziu a projeção de crescimento da carga de energia no SIN (Sistema Interligado Nacional) em julho.
A nova estimativa aponta avanço de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 77.862 MW médios. Na semana anterior, a expectativa era de alta de 2,3%.
Os dados constam no boletim do PMO (Programa Mensal da Operação) referente à semana operativa de 18 a 24 de julho. A revisão indica uma perspectiva ligeiramente mais moderada para a demanda nacional, embora os subsistemas apresentem comportamentos distintos.
O Nordeste deve registrar o maior crescimento proporcional, de 8,8%, com carga estimada em 13.546 MW médios. No Norte, a previsão é de alta de 7,6%, para 8.662 MW médios.
No Sul, a carga deve permanecer estável na comparação anual, em 13.643 MW médios. Já no Sudeste/Centro-Oeste, responsável por mais da metade da demanda do país, o ONS projeta uma redução de 0,2%, para 42.010 MW médios.
Afluências ficam acima da média somente no Sul
Entre os quatro subsistemas, apenas o Sul apresenta previsão de ENA (Energia Natural Afluente) acima da MLT (Média de Longo Termo). O indicador, que representa a energia que pode ser produzida a partir das vazões que chegam às usinas hidrelétricas, deve alcançar 168% da média histórica na região.
No Sudeste/Centro-Oeste, a estimativa corresponde a 90% da MLT. Apesar de estar abaixo da média, o percentual é superior aos projetados para o Norte e o Nordeste, de 64% e 61%, respectivamente.
Reservatórios permanecem acima de 80% em três regiões
Mesmo com as afluências abaixo da média histórica na maior parte do país, os reservatórios seguem com níveis elevados. O subsistema Norte apresenta a maior projeção de EAR (Energia Armazenada), com 91,6% da capacidade máxima ao fim de julho.
Na sequência aparecem o Sul, com 86,2%, e o Nordeste, com 82%. O Sudeste/Centro-Oeste, que concentra a maior capacidade de armazenamento do SIN, deve encerrar o mês com 63,6%.
Já o CMO (Custo Marginal de Operação) foi calculado em R$ 182,63/MWh nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste. O indicador representa o custo necessário para atender a um megawatt-hora adicional de demanda no sistema. No Norte, o valor projetado é mais elevado: R$ 289,25/MWh.
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