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Política & Regulação

Quatro entidades do setor elétrico cobram mudanças na CDE a presidenciáveis

ABIHV, GRA, ABRACE e ABIAPE divulgam carta aberta aos candidatos pedindo mudanças na política energética brasileira

Canal Solar - Quatro entidades do setor elétrico cobram mudanças na CDE a presidenciáveis

Foto: Canva

Quatro entidades ligadas a grandes consumidores e investidores do setor elétrico divulgaram, nesta terça-feira (21), uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República pedindo mudanças na política energética brasileira, incluindo a revisão de subsídios e a criação de uma Agenda Nacional de Competitividade Energética.

O documento é assinado pela ABIHV (Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde), GRA (Green Renewable Association), ABRACE (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) e ABIAPE (Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia).

“As entidades signatárias registram, com urgência, uma preocupação que se tornou inadiável: a ascendente e imprevisível trajetória dos custos da energia elétrica no Brasil e seus impactos sobre a competitividade nacional e o desenvolvimento industrial”, afirma o documento.

Entidades pedem revisão dos subsídios

Um dos principais pontos levantados pelas associações é o crescimento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo que reúne recursos destinados ao financiamento de diferentes políticas públicas e subsídios do setor elétrico, cujos custos são, em grande parte, incorporados às tarifas de energia.

Segundo as entidades, os custos anuais da CDE passaram de cerca de R$ 23 bilhões para mais de R$ 52 bilhões entre 2022 e 2026. As associações defendem revisões periódicas dos subsídios e maior transparência sobre seus beneficiários, custos, objetivos e resultados.

“O ponto não é contrapor competitividade às políticas sociais, de universalização ou de transição energética, mas assegurar que seus objetivos, beneficiários, custos, fontes de custeio e resultados sejam transparentes, avaliados periodicamente e compatíveis com a competitividade da economia brasileira”, afirma o documento.

Entidades apontam alta dos preços no Mercado Livre

Outro ponto destacado na carta é o comportamento dos preços no Mercado Livre de Energia. Segundo os dados apresentados pelas entidades, os contratos trimestrais avançaram 121% entre 2024 e 2026, passando de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh.

Na avaliação das associações, o aumento dos custos e a volatilidade dos preços dificultam o planejamento dos grandes consumidores e podem afetar decisões sobre novos investimentos no Brasil.

A preocupação envolve especialmente empreendimentos com elevado consumo de eletricidade, como data centers, produção de hidrogênio de baixo carbono, fertilizantes verdes e projetos de eletrificação industrial.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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