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Emissões de carbono atingem pico e renováveis continuam crescendo

De acordo com a BNEF, as emissões globais de carbono do uso de energia caíram 8% em 2020

Autor: 10 de novembro de 2020março 5th, 2021Mundo

Segundo projeção do NEO 2020 (New Energy Outlook 2020), realizado pela BNEF (BloombergNEF) sobre a evolução do sistema global de energia nos próximos 30 anos, as fontes fotovoltaicas e eólica representarão 56% da geração de eletricidade em meados do século e, somadas às baterias, vão representar 80% dos US$ 15,1 trilhões investidos em nova capacidade de energia.

Do total, cerca de US$ 2 trilhões, ou 13%, serão investidos por famílias e empresas. A Ásia-Pacífico deverá atrair 45% de todo o novo capital.

De acordo com o New Energy Outlook 2020, esta perspectiva tem como base a construção expressiva de usinas solares e eólica – que são altamente competitivas -, a crescente adoção de veículos elétricos e a maior eficiência energética em todos os setores.

“Os próximos dez anos serão cruciais para a transição energética. Há três coisas importantes que precisamos observar: a implantação acelerada de energia eólica e fotovoltaica; a adoção mais rápida de veículos elétricos, de energias renováveis de pequena escala e de tecnologia de aquecimento de baixo carbono, tais como bombas de calor, por parte dos consumidores e; o desenvolvimento e a implantação em escala de combustíveis zero carbono”, disse Jon Moore, CEO da BNEF.

“Nossas projeções para o sistema de energia se tornaram ainda mais otimistas para as renováveis do que nos anos anteriores, exclusivamente em decorrência da dinâmica de custos. O que o estudo deste ano destaca é a enorme oportunidade para a energia de baixo carbono ajudar a descarbonizar o transporte, os edifícios e a indústria – tanto por meio de eletrificação direta quanto do hidrogênio verde”, ressaltou Seb Henbest, economista-chefe da BNEF.

Emissões de carbono despencam

De acordo com a pesquisa, as emissões globais de carbono do uso de energia caíram 8% em 2020 e parecem ter atingido o pico em 2019. Elas devem aumentar novamente com a recuperação econômica em 2027, mas depois devem diminuir 0,7% ano a ano até 2050, colocando o mundo no caminho para 3,3 graus de aquecimento em 2100.

“Para manter o aquecimento global bem abaixo de dois graus, as emissões precisam cair 10 vezes mais rápido, em 6% ano a ano até 2050. Para 1,5 graus, a taxa exigida é de 10%”, comentou Matthias Kimmel, analista sênior da BNEF.

O levantamento indicou ainda que a demanda de carvão está em queda livre em toda a Europa e nos Estados Unidos. A China, por exemplo, irá atingir o seu pico em 2027, e a Índia em 2030.

Já a demanda global de petróleo deve atingir o pico em 2035 e, em seguida, cai 0,7% ano a ano para retornar aos níveis de 2018 em 2050.

Veículos elétricos

O relatório mostrou também que os veículos elétricos irão alcançar a paridade de preço inicial com os veículos com motor de combustão antes de 2025, estimulando uma adoção mais rápida depois disso. Seu crescimento compensará a expansão da demanda na aviação, navegação e petroquímica, e molda o futuro do petróleo.

Hidrogênio verde

No cenário climático do NEO 2020, uma alternativa com eletricidade limpa e hidrogênio verde exige entre US$ 78 e 130 trilhões em novos investimentos, de hoje até 2050, para cobrir o crescimento na geração de eletricidade e na rede de energia, bem como a produção, armazenamento e transporte do hidrogênio.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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