A geração eólica foi a fonte de energia que mais ampliou sua produção na América Latina e Caribe na comparação entre abril de 2025 e abril de 2026, mostram dados de um estudo que acaba de ser divulgado pela OLADE (Organização Latino-Americana de Energia).
Em abril deste ano, as usinas eólicas produziram 5,1 TWh a mais do que no mesmo mês de 2025, considerando os 27 países membros da instituição. A energia solar também avançou, embora em ritmo menor, com 0,7 TWh adicionais no mesmo comparativo.
Na direção oposta, as hidrelétricas registraram forte redução, com 9,4 TWh a menos de geração em abril de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. A queda foi acompanhada pelo avanço de outras fontes na região.
A geração a gás natural cresceu 4,6 TWh, ficando atrás apenas da eólica em expansão absoluta, enquanto a bioenergia adicionou outros 3,3 TWh. Também registraram crescimento o carvão mineral (+1,3 TWh), petróleo e derivados (+0,5 TWh) e a geração nuclear (+0,4 TWh).

Renováveis mantêm protagonismo na América Latina
Mesmo com a forte queda das hidrelétricas, as fontes renováveis continuaram respondendo por cerca de dois terços de toda a eletricidade produzida na América Latina e Caribe.
Em abril de 2026, os países da região geraram 164 TWh, dos quais 110 TWh vieram de fontes renováveis, o equivalente a 67% do total. Os outros 54 TWh, ou 33%, foram produzidos por fontes não renováveis.
E esse cenário não foi uma particularidade de abril. Ao observar os 14 meses entre março de 2025 e abril de 2026, as renováveis permaneceram durante todo o período responsáveis por mais de 60% da geração elétrica regional.
A participação oscilou entre 63% e 72%. O ponto mais alto ocorreu em outubro de 2025, quando 113 TWh dos 158 TWh produzidos na região vieram de fontes renováveis.
Já a menor participação foi registrada em agosto, mas, mesmo naquele mês, as fontes limpas ainda responderam por quase dois terços da eletricidade gerada.
Brasil está entre os cinco primeiros
Quando os países são analisados individualmente, o Brasil aparece entre aqueles com maior participação de fontes renováveis na geração de eletricidade.
Em abril, 88% da eletricidade produzida no país teve origem renovável, percentual 21 pontos acima da média de 67% registrada na América Latina e Caribe.
O resultado colocou o Brasil na quinta posição entre os 27 países analisados pela OLADE. O Paraguai liderou o ranking, com 100% de geração renovável, seguido por Uruguai (97%), Costa Rica (92%) e Equador (92%).
Logo depois do Brasil aparecem Colômbia (87%), Venezuela (86%), Belize (76%) e Peru (68%). A realidade, porém, varia bastante dentro da própria região.
Enquanto alguns países possuem uma geração elétrica predominantemente renovável, outros ainda apresentam forte participação de fontes não renováveis. Trinidad e Tobago, por exemplo, registrou apenas 1% de participação renovável, enquanto Bahamas apresentou 3%, Barbados 5% e Jamaica 10%.
Confira o estudo completo, clicando aqui.
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