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Escassez de componente pode acelerar produção de veículos elétricos

Guerra na Ucrânia afeta produção do chicote elétrico, um item fundamental na montagem de veículos a combustão 

Autor: 6 de junho de 2022Veículos elétricos
Escassez de componente pode acelerar produção de veículos elétricos

Chicote elétrico: fios, plástico e borracha com trabalho manual de baixo custo. Foto: Aptiv/Divulgação

O chicote elétrico, um componente relativamente barato e que agrupa os cabos de um veículo, tornou-se um problema improvável na indústria automotiva, levando profissionais e empresas a acreditarem que isso poderá acelerar a derrocada dos carros a combustão.

Isso porque a oferta da peça foi atingida diretamente pela guerra na Ucrânia, onde estão abrigados uma parte significativa da produção mundial e que equipa milhares de veículos novos todos os anos.

A peça – composta por fios, plástico e borracha com trabalho manual de baixo custo – pode não ter a fama de outros componentes, como os motores e as baterias, mas sem ela os veículos não podem ser produzidos.

Neste sentido, a escassez de oferta do componente já tem acelerado os planos de algumas montadoras tradicionais em mudar a produção para uma nova geração de chicotes elétricos feitos por máquinas e projetados para veículos elétricos.

O presidente executivo da Nissan, Makoto Uchida, por exemplo, disse à Agência Reuters que interrupções na cadeia de suprimentos levaram a empresa a conversar com fornecedores sobre a mudança do modelo de chicote elétrico.

A Mercedes-Benz, por sua vez, informou que conseguiu chicotes do México para preencher uma breve lacuna de fornecimento e destacou que alguns fornecedores japoneses estão aumentando a capacidade no Marrocos, enquanto outros buscam novas linhas de produção em países como Tunísia, Polônia e Romênia.

Já a BMW informou que pensa na possibilidade de usar chicotes modulares, que exigem menos chips e menos cabos, o que economiza espaço e os tornaria mais leves. 

Expansão dos VEs 

Atualmente, os carros movidos a combustíveis fósseis ainda representam a maior parte das vendas de veículos novos globalmente. 

As vendas de veículos elétricos dobraram para 4 milhões de unidades no ano passado, mas ainda representaram apenas 6% do total, de acordo com dados da JATO Dynamics.

De acordo com relatório da BloombergNEF, os veículos elétricos serão responsáveis ​​por 10% das vendas de carros em 2025, com esse número aumentando para 28% em 2030 e 58% em 2040.

No Brasil, a venda de carros elétricos registrou aumento de 257% em 2021, com 2.860 veículos elétricos emplacados durante o ano – um resultado quase quatro vezes maior que as 801 unidades comercializadas em 2020, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). 

Henrique Hein

Henrique Hein

Atuou como repórter no jornal Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o setor de energia solar fotovoltaica, cobrindo as editorias de Mercado e Tendências; Negócios e Empresas; Cases e Bastidores da Política.

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