Com colaboração de Ericka Araújo
Equipamentos para projetos de energia solar devem ficar ainda mais caros no Brasil em razão de uma decisão tomada pelo Governo Federal nesta quarta-feira (28). A medida cai como uma bomba sobre o setor, que já vinha sendo pressionado por altas nos preços das matérias-primas e pela retirada de incentivos fiscais pelo governo chinês sobre os módulos fotovoltaicos.
Com a nova decisão, inversores, microinversores, sistemas de armazenamento de energia (BESS) e geradores fotovoltaicos importados com potência acima de 75 kW passam a ser diretamente impactados. Diante desse cenário, distribuidores de equipamentos fotovoltaicos ouvidos pelo Canal Solar afirmaram que a elevação das alíquotas inevitavelmente resultará em repasse e aumento do preço final.
Segundo os empresários, o setor opera atualmente com margens apertadas, o que limita a capacidade de absorver aumentos tributários. “Qualquer aumento que ocorrer, terá que ser repassado. É certeza: vai ter (novo) aumento”, afirmou um dos entrevistados.
Medida anunciada
A medida tomada pelo Governo Federal determina um realinhamento das alíquotas do imposto de importação. O Governo propõe que “os NCMs com alíquota inferior a 7,2% passarão para 7,2%; NCMs com alíquota inferior a 12,6%, mas igual ou superior a 7,2%, passarão para 12,6%; e NCMs com alíquota igual ou superior a 12,6%, mas inferior a 20,0%, passarão a ser tarifados em 20,0%”. A informação consta nas Deliberações da 233ª Reunião Ordinária do comitê.
“Assim, as alíquotas desses dois grandes grupos de produtos se concentrarão em três patamares: 7,0%, 12,6% e 20,0%, mantidas as exceções já aprovadas pelo GECEX de alíquotas de BK e BIT acima dos 20,0%. Ainda, exceção será feita para um grupo de produtos de BIT estratégicos voltados para datacenters”, ressalta o Governo.
Importante destacar que a proposta apresentada considerava elevação a 7%, mas o Gecex decidiu pela elevação a 7,2%, de forma a respeitar os padrões tarifários da Tarifa Externa Comum.
As medidas não são restritas somente ao setor de energia, mas sim a todos os bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT), atingindo máquinas industriais, equipamentos elétricos, componentes eletrônicos e sistemas de automação e telecomunicações.
Na prática, todos os produtos classificados como BK e BIT passam a operar com custos mais elevados, com impacto potencial sobre preços, investimentos e decisões de compra. As medidas foram aprovadas na 233ª Reunião Ordinária do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão), e passarão a vigorar oficialmente a partir da publicação no DOU (Diário Oficial da União), o que deve acontecer nos próximos dias.
Módulos fotovoltaicos e itens com alíquota zero
Já os módulos fotovoltaicos, que tiveram a alíquota recomposta anteriormente, não são afetados pela nova decisão e seguem com alíquota de 25%, uma vez que o realinhamento aprovado pelo Gecex se limita a alíquotas de até 20%. “Para as NCMs que hoje possuem alíquota zero, mas não estão enquadradas em ex-tarifários, a medida passará a valer apenas a partir de 1º de março – dando tempo para que os importadores peçam seu enquadramento no regime especial”, afirmou o Gecex.
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Respostas de 11
Apenas para alinhamento geral, o documento oficial da 233ª reunião mostra que o Comitê aprovou o realinhamento das alíquotas do imposto de importação para BK e BIT, incluindo inversores e BESS. Inversores e BESS que hoje têm alíquotas inferiores a 20% passarão a 20,0%. Ou seja, a mudança FOI DELIBERADA, e não é apenas uma proposta interna. Apesar de ter sido aprovada pelo Gecex, o aumento não começa a valer automaticamente no momento da deliberação. As deliberações precisam ser formalizadas por um ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) . É assim mesmo, o Gecex primeiro delibera e depois o texto precisa ser publicado oficialmente (no DOU) com a redação final e a data de início de vigência. As novas alíquotas devem começar a vigorar nas próximas semanas após a publicação no DOU.
ESTÁ MAIS DO QUE CLARO…QUE NESSE GOVERNO, QUEM PRODUZ SEMPRE SERÁ TAXADO, ESMAGADO, ESPOLIADO POR UMA EQUIPE ECONÔMICA QUE SÓ PRNSA EM ARRECADAR E NÃO POSSUI UM PROJETO PARA DESENVOLVER A ECONOMIA.
Pra compensar vamos fazer mais uma COP bilionária pro presidemente discursar bonito a favor do meio ambiente e transição energética
O Brazil é defensor de energia limpa mas impede o seu povo adquiri-la e mantê-la com.altos impostos. O que está por trás, além de outras coisas, e a manutenção de grandes geradores de energia no Brasil. Facilitar o consumo de energia, aumenta a produção, a qualidade de vida e inclusive a arrecadação de impostos.
A nossa ministra do meio ambiente está mais preocupada no bolso dos amigos dos amigos das empresas energia elétrica além de fazer absolutamente tudo para prejudicar os pagantes do salário dela os contribuintes .
Vamos mudar o título pra algo mais real e decente: O governo age mais uma vez contra a população, aumentando impostos e prejudicando o bolso e o meio ambiente. Espera tem uma ministra que devia agir contra tal, afinal ela mesmo sendo nortista foi contra o asfaltamento da BR319, porque segundo a mesma, asfaltar um estrada fazendo os veículos consumirem menos, logo poluir menos, dependerem menos de outros serviços como trator e balsa é proteger o ambiente, só não vê quem não quer a proteção de outros interesses que não são o meio ambiente e nem a população. Afinal tudo aqui leva 30 dias pra chegar.
imposto desgoverno não é novidade, governo do cão
Só quem está desinformado foi surpreendido com essa notícia. O setor hidroelétrico já vem fazendo pressão no congresso contra a geração de energia fotovoltaica
Resumo da ópera: O governo aprova mais uma ação contra a população e o meio ambiente, depois querem dizer que asfaltar um estrada que já está aberta agredirá o meio ambiente.
Boa notícia terem zerado a tarifa daqueles insumos. Favorece quem produz aí no Brasil.
Manchete errada, nada foi aprovado, apenas uma proposta.