O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) informou que decidiu reforçar ações preventivas para garantir a segurança do abastecimento de energia diante da possibilidade de intensificação dos efeitos do El Niño.
Segundo o colegiado, há 70% de probabilidade de o fenômeno ganhar força no segundo semestre deste ano. “O colegiado, de forma coordenada e institucional, vem atuando preventivamente em ações que integram a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, voltadas à confiabilidade do suprimento no país”, informou a entidade.
Entre as principais medidas anunciadas está a redução das defluências das hidrelétricas, estratégia que consiste em liberar menos água dos reservatórios para preservar os níveis de armazenamento e aumentar a segurança hídrica do sistema elétrico nos próximos meses.
A decisão foi apresentada durante a 322ª reunião do CMSE, realizada nesta quarta-feira (5), no MME (Ministério de Minas e Energia), em Brasília (DF). Segundo o Comitê, a medida integra a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, conjunto de ações voltadas à confiabilidade do suprimento de energia em um cenário de maior risco climático.
Medidas adotadas
Além da preservação dos reservatórios, o CMSE informou que continuará adotando outras ações preventivas, entre elas:
- Monitoramento intensivo das condições hidrometeorológicas;
- Continuidade do PRP (Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização) do país;
- Articulação entre MME, ANEEL e ONS para acompanhar medidas preventivas adotadas por geradores, transmissoras e distribuidoras;
- Participação em grupos interinstitucionais sobre os impactos do El Niño;
- Acompanhamento do abastecimento de combustíveis destinados aos sistemas isolados da Região Norte.
O colegiado também informou a conclusão de medidas como a revisão dos parâmetros de aversão ao risco, a aprovação da Curva de Referência de 2026 e a antecipação de contratos vencedores dos leilões de reserva de capacidade.
Reservatórios seguem em situação confortável
Apesar da preocupação com o El Niño, os níveis dos reservatórios permanecem elevados. Ao fim de julho, os armazenamentos estavam em:
- Sudeste/Centro-Oeste: 63%;
- Sul: 84%;
- Nordeste: 84%;
- Norte: 90%.
No conjunto do SIN (Sistema Interligado Nacional), o armazenamento corresponde a aproximadamente 70% da capacidade. Já em relação às chuvas, julho apresentou precipitações acima da média apenas nas bacias das regiões Sul e em parte da bacia de Itaipu. Nas demais regiões, os volumes ficaram abaixo da média histórica.
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