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Integradores ampliam vendas e 53% já oferecem serviços de O&M, aponta Greener

Recuperação dos orçamentos, avanço de serviços de manutenção e interesse em baterias redesenham a atuação das empresas do setor solar

Integradores ampliam vendas e 53% já oferecem serviços de O&M, aponta Greener

Foto: Rafael Lopes/Click Solar

O mercado de integração fotovoltaica mostrou sinais de recuperação no primeiro semestre de 2026, depois da retração observada em 2025. A média mensal de orçamentos realizados pelos integradores passou de 20 para 25 propostas por empresa, alta de 25%, mas ainda longe da média de 42 orçamentos registrados no primeiro semestre de 2022.

As vendas acompanharam o movimento, avançando de quatro para cinco sistemas comercializados por mês, enquanto a distribuição por taxa de conversão chegou a 18%, contra 20% no primeiro semestre de 2025.

Os números fazem parte do estudo apresentado nesta quarta-feira (23) por Márcio Takata, CEO da Greener, e Luíza Bertazzoli, Head de Inteligência de Mercado da consultoria.

O levantamento reuniu 496 respostas de empresas integradoras de diferentes regiões do país, das quais 434 foram consideradas válidas, com margem de erro aproximada de 5%.

A melhora no volume de propostas não significa, porém, recuperação integral da demanda. O próprio comportamento da conversão mostra que os integradores estão trabalhando com mais oportunidades, mas enfrentam dificuldades para transformar parte delas em contratos.

Financiamento perde participação

O crédito continua sendo um componente importante dessa equação, mas sua participação nas vendas diminuiu. Apenas 33% das vendas realizadas pelos integradores no primeiro semestre tiveram financiamento, contra 41% em 2025. 

A participação varia regionalmente, sendo que chegou a 44% no Norte e no Centro-Oeste, 38% no Nordeste, 31% no Sul e 26% no Sudeste.

Outro movimento relevante é o avanço da inversão de fluxo como obstáculo comercial. Um total de 38% dos integradores relataram casos desse tipo no primeiro semestre, dez pontos percentuais acima do registrado um ano antes. Para contornar a restrição, 57% recorreram ao chamado fast track, enquanto 41% reduziram a potência dos projetos.

Projetos não concretizados cederam de 34% no primeiro semestre de 2025 para 18% no primeiro semestre de 2026, sugerindo maior capacidade de encontrar alternativas antes da perda da venda.

Pós-venda ganha espaço

A base instalada começa a abrir uma frente adicional de negócios. Cerca de 85% dos integradores afirmaram já ter sido procurados por clientes órfãos, ou seja, consumidores que ficaram sem atendimento do fornecedor original.

Entre os serviços demandados, a manutenção aparece em primeiro lugar, citada por 54%, seguida pela ampliação dos sistemas, com 32%.

A operação e manutenção também avançam no portfólio comercial. Total de 53% dos integradores oferecem serviços de O&M, contra 45% no primeiro semestre de 2025. 

A atividade começa a migrar de uma lógica de manutenção para uma abordagem mais voltada à otimização. Entre as possibilidades oferecidas, 44% mencionam estudos de melhoria de performance e 35% indicam retrofit.

Baterias ainda enfrentam barreiras

O armazenamento aparece como uma das principais oportunidades de diversificação, mas a conversão ainda é baixa. Cerca de 86% dos integradores passaram a oferecer sistemas híbridos, avanço de 15 pontos percentuais em um ano.

O preço é apontado como a principal barreira. Aparece em 36% das respostas entre os integradores que oferecem híbridos, seguido pela baixa demanda, com 26%. Também foram citados o entendimento sobre benefícios das baterias (8%) e a dificuldade de financiamento (5%).

A pesquisa mostra ainda que o mercado começa a amadurecer. Entre os integradores, 38% já realizaram pelo menos uma venda de sistema com bateria, enquanto 48% oferecem híbridos, mas ainda não venderam. Outros 11% ainda não oferecem, embora pretendam fazê-lo.

O movimento se estende aos carregadores de veículos elétricos. A frota eletrificada chegou a 837 mil unidades no primeiro semestre, alta de 34% desde dezembro de 2025, enquanto 63% dos integradores já atuam com carregadores, frente 46% um ano atrás. Para 31% deles, entretanto, o principal desafio é encontrar demanda de clientes.

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Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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