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Mercado & Investimentos

Dia 1: Intersolar 2026 começa com novidades e debates sobre o futuro da energia solar

ABSOLAR apresenta na abertura propostas para armazenamento, expansão solar e novas cargas para o próximo governo

Foto: Canal Solar

Matéria em atualização

Começou nesta terça-feira (25), em São Paulo (SP), a The smarter E South America, conhecida como Intersolar, evento que reúne empresas, profissionais e representantes do setor para apresentar tecnologias, lançamentos e debater os principais temas do mercado de energia solar.

Realizada no Expo Center Norte, a feira segue até quinta-feira (27) e integra a The smarter E South America, que também reúne a ees South America, Power2Drive South America e Eletrotec+EM-Power South America.

Para esta edição, a organização espera receber mais de 55 mil visitantes e mais de 600 empresas expositoras no conjunto dos eventos.

Antes da abertura dos portões ao público, representantes de empresas e entidades participaram da programação de boas-vindas, que trouxe dados sobre o cenário atual do mercado e perspectivas para os próximos anos.

Entre as entidades presentes estiveram a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e a ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), reforçando também a presença do armazenamento nas discussões desta edição.

ABSOLAR apresenta agenda para o setor durante abertura

Durante a programação de abertura da Intersolar, a ABSOLAR apresentou uma agenda de propostas para o próximo governo federal, referente ao período de 2027 a 2030, com medidas voltadas ao armazenamento de energia, à expansão da geração solar e à universalização do acesso à eletricidade.

Estruturada em três frentes — Bateria Brasil, Energia que Emprega e Sol para Todos —, a agenda prevê a contratação de pelo menos 8 GW de sistemas de armazenamento, a expansão de 18 GW em grandes usinas solares e a ampliação do acesso à energia solar associada a baterias para 3 milhões de unidades consumidoras até 2030.

Na frente voltada ao armazenamento, a entidade defende a realização de leilões anuais de capacidade com neutralidade tecnológica e a ampliação do uso de baterias associadas à geração solar, tanto em sistemas de geração própria quanto em grandes usinas fotovoltaicas.

Segundo a ABSOLAR, a medida poderia contribuir para aproveitar parte da energia renovável atualmente submetida a cortes de geração e aumentar a flexibilidade do sistema elétrico.

A entidade estima que, somente em 2025, os cortes de geração renovável tenham representado um impacto econômico superior a R$ 6 bilhões.

A agenda também propõe a equalização da carga tributária das baterias em relação às fontes renováveis. Atualmente, segundo a associação, a tributação sobre sistemas de armazenamento pode chegar a 84,8%.

“Precisamos avançar de um modelo em que parte da energia renovável disponível é desperdiçada para um sistema capaz de armazená-la e utilizá-la quando ela for mais necessária. As baterias são uma tecnologia estratégica para dar flexibilidade ao sistema, reduzir desperdícios e aumentar a segurança energética, além de abrir espaço para uma nova cadeia produtiva e para a atração de bilhões de reais em novos investimentos”, afirmou Bárbara Rubim, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Outra frente apresentada busca utilizar a disponibilidade de energia renovável do Brasil para atrair novas cargas, como data centers, indústrias eletrointensivas de baixo carbono e projetos de hidrogênio verde.

Nesse cenário, a associação prevê 18 GW em novas grandes usinas solares, com potencial, segundo seus cálculos, de atrair R$ 59,4 bilhões em investimentos até 2030.

Já a frente Sol para Todos tem como foco ampliar o acesso à eletricidade por meio da combinação entre geração solar e armazenamento. A proposta prevê levar esses sistemas para 3 milhões de unidades consumidoras, sendo 500 mil em sistemas isolados.

Entre as medidas estão a realização de leilões anuais para sistemas isolados, com participação mínima de 50% de fontes renováveis, e a substituição de 100 mil geradores a diesel por sistemas solares associados a baterias.

Segundo a ABSOLAR, as três frentes buscam ampliar o aproveitamento dos recursos renováveis disponíveis no país e reduzir custos estruturais do sistema elétrico sem criar novos encargos tarifários.

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Caique Amorim
Sobre o autor
Caique Amorim

Estudante de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tenho experiência na produção de matérias jornalísticas.

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