Os investimentos em energia solar no Brasil, considerando tanto a geração distribuída quanto as grandes usinas, ultrapassam a marca dos R$ 300 bilhões desde o início da expansão da fonte no país, segundo levantamento da ABSOLAR.
De acordo com a entidade, no mesmo período, o setor também foi responsável pela criação de mais de dois milhões de empregos e pela arrecadação de quase R$ 96 bilhões em tributos.
Além do impacto econômico, a energia solar também contribuiu para evitar a emissão de mais de 114 milhões de toneladas de CO₂ – volume equivalente ao sequestro realizado por mais de 1 bilhão de árvores ao longo de 20 anos.
Atualmente, a fonte soma 68,8 GW de capacidade instalada e já ocupa a segunda posição na matriz elétrica brasileira, com 25,3% de participação, atrás apenas das hidrelétricas (41,6%). No geral, a energia solar é a fonte que mais cresce no país.

Crescimento limitado por gargalos estruturais
Apesar dos números expressivos, o avanço da energia solar poderia ser ainda maior. Em 2025, a potência adicionada pela fonte caiu mais de 25%, impactada principalmente por desafios operacionais e regulatórios.
Entre os principais entraves estão a inversão de fluxo na geração distribuída e os cortes de geração em usinas de grande porte determinados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) – conhecidos como curtailment.
Esses problemas refletem um cenário em que a capacidade de geração, em determinados momentos, já supera a infraestrutura de transmissão disponível no país.
Diante desse cenário, a ABSOLAR projeta uma retração de 7% na expansão do setor em 2026. A expectativa é de que sejam adicionados 10,6 GW no ano, abaixo dos 11,4 GW registrados em 2025.
“Na prática, a economia verde brasileira poderia estar em um patamar ainda mais elevado, não fossem os desafios enfrentados pelo setor”, afirmou Rodrigo Sauaia, presidente executivo da associação.
ABSOLAR prevê retração de 7% na expansão da energia solar em 2026
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