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Módulos de alta potência responderão por 70% da produção global

Especialista da Trina Solar comenta sobre a tendência dos painéis acima de 600 W no mercado internacional

Autor: 15 de setembro de 2021Mundo
Módulos de alta potência responderão por 70% da produção global

De acordo com o último relatório publicado pela PV InfoLink, a produção dos módulos com células de 210 mm chegará a 147 GW neste ano e 234 GW em 2022. Ao total, os painéis de alta potência vão responder por mais de 70% da capacidade global de fabricação.

Entre os projetos espalhados pelo mercado internacional, estão os da Trina Solar. A empresa divulgou cerca de 210 casos de grandes empreendimentos, como a usina solar agrícola de 400 MW em Nangong, província de Hebei, na China.

“A média de horas de geração de energia aumentou 18% com o fornecimento integrado dos módulos Vertex [de alta potência] em conjunto com os sistemas Trina Tracker, em comparação com as soluções tradicionais”, disse Zhang Yingbin, chefe de Estratégia de Produto e Marketing da Trina. 

“Já o cliente envolvido no projeto de 112 MW em Dachaidan, província de Qinghai, escolheu os painéis de ultra-alta potência da série de  670 W porque queria usar apenas placas fotovoltaicos com alta capacidade e confiabilidade para suportar condições climáticas extremas, pois a planta fica no deserto”, ressaltou.

Fora do mercado chinês, o executivo também ressaltou que existem muitos outros projetos com módulos que empregam células de 210 mm. “No início de agosto, a Trina Solar se tornou a única fornecedora de painéis para uma grande planta solar de 850 MW no Brasil, toda projetada para módulos fotovoltaicos da série de 600 W”.

Principais tendências da indústria

Outro ponto destacado por Yingbin é referente às principais tendências da indústria fotovoltaica. “Em primeiro lugar, vemos duas. Uma é a globalização. Mais de 180 países estão aderindo às aplicações fotovoltaicas. A outra é a diversificação dos cenários de aplicação, como agricultura, pesca, água, postos de gasolina e estacionamentos – que demandam maior desempenho do módulo, especialmente no que diz respeito à confiabilidade”. 

De acordo com ele, os painéis solares enfrentam enormes desafios quando expostos a frio e condições meteorológicas extremas, como vento, tempestades de neve e granizo. “Portanto, conduzimos uma ampla gama de testes cobrindo todas essas eventualidades, de modo que as placas de 670 W possam suportá-las com capacidade estável de produção de energia ao longo de todo o ciclo de vida”. 

Otimizações de design para módulos de 670 W 

Em meio a este cenário, o especialista enfatizou quais otimizações de design a Trina desenvolveu para que os módulos Vertex de 670 W passassem no teste de clima extremo.

“Com base em mais de 24 anos de tecnologia de P&D para módulos fotovoltaicos e experiência em fabricação, fizemos muitas melhorias, incluindo a otimização do design, tornando mais espessas as paredes do quadro e aprimorando a seleção de materiais e designs correspondentes, tudo isso para garantir robustez estrutural”, relatou.

“Se nossos clientes optarem por construir usinas solares em condições geográficas e climáticas extremas, oferecemos produtos personalizados e serviços de projeto de instalação para fornecer soluções completas”, frisou. 

Leia mais: Trina alcança eficiência de 23,56% em células PERC

Otimização significa que os custos aumentarão?

Segundo o chefe de Estratégia de Produto e Marketing da Trina Solar, não faz sentido apenas cortar custos e ignorar a confiabilidade de longo prazo dos produtos. “No entanto, otimizar e melhorar a confiabilidade de forma alguma implica em preços crescentes. Foi calculado que os aumentos de custos serão mínimos, levando-se em consideração o valor real que os módulos de 670 W entregam aos clientes em todo o ciclo de vida das usinas fotovoltaicas”. 

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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