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ONS projeta armazenamento hídrico 25% abaixo de 2025 em cenário desfavorável

Projeções para o fim do período seco indicam necessidade de geração térmica adicional e acompanhamento rigoroso das chuvas

ANEEL aprovou todas as renovações de concessão de distribuidoras analisadas em 2025

Usina Hidrelétrica de Mauá. Foto: Divulgação

O SIN (Sistema Interligado Nacional) e a região Sudeste/Centro-Oeste podem enfrentar níveis de armazenamento de energia significativamente inferiores em abril de 2026, caso o cenário de afluências mais pessimista se concretize, informa o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Se o cenário inferior de afluências (67% da MLT – Média de Longo Termo) for confirmado, a energia armazenada na região Sudeste/Centro-Oeste, ao final de abril de 2026, estará 25,8 p.p (pontos percentuais) abaixo do valor verificado em abril de 2025.

No cenário inferior, a projeção para o SIN como um todo indica que a energia armazenada estará 14,2 p.p. abaixo do observado no mesmo período de 2025.

Em contrapartida, o cenário superior de afluências (98% da MLT) traria alívio, com a energia armazenada 20,3 p.p. acima do valor de abril de 2025 no SIN e 20,3 p.p. acima no Sudeste/Centro-Oeste.

Esses resultados das projeções, que abrangem o atendimento eletroenergético até o fim de abril de 2026, foram apresentados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) durante a última reunião ordinária do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), realizada em 5 de novembro.

Acompanhamento da transição e geração adicional

Está mantida a recomendação de acompanhar de perto a transição entre as estações para avaliar o volume real de chuvas. O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, enfatizou que o operador está pronto para adotar as medidas necessárias para continuar garantindo o atendimento eletroenergético do país.

Na análise de atendimento à potência do SIN, permanece a indicação de que o sistema precisará de geração térmica adicional no cenário inferior de afluências, especialmente para cobrir os horários de ponta, que geralmente ocorrem entre 17h e 22h.

CMSE cobra confiabilidade das usinas

Na mesma reunião, o CMSE aprovou um conjunto de medidas destinadas a aprimorar a precisão dos dados utilizados nos estudos elétricos e energéticos. As deliberações preveem ações coordenadas entre o ONS, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Um dos focos principais é aumentar a assertividade e a confiabilidade das usinas merchant, que são aquelas que comercializam energia no MCP (Mercado de Curto Prazo) sem contratos de longo prazo.

O problema identificado é que essas usinas são consideradas nos estudos energéticos, como o PMO (Programa Mensal da Operação), como recursos garantidos. No entanto, o não cumprimento do despacho por essas usinas altera a estratégia de operação prevista.

O CMSE recomendou que a ANEEL reforce o acompanhamento e a fiscalização dessas usinas, com o ONS encarregado de informar à agência quando elas não responderem aos comandos de despacho, garantindo assim que sejam recursos confiáveis na matriz elétrica.

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Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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